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Tudo que você deve saber sobre o Linfoma não-Hodgkin de Células T

Médico Conversando Com Paciente Sobre Linfoma Não-hodgkin De Células T
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Entenda o que pode causar esse câncer, quais são seus sintomas e como funcionam os principais tratamentos

Escrito por:

Natália Mancini

O linfoma não-Hodgkin de células T, também conhecido como somente linfoma de células T, é um grupo de cânceres que têm origem nos linfócitos T. É considerado raro, representando 10% dos diagnósticos dessa doença, e pode se apresentar de diversas formas. 

Antes de tudo, é preciso saber duas coisas. Primeiramente, que os linfócitos fazem parte das células responsáveis pela defesa do nosso corpo. Eles são classificados como T, B ou NK, de acordo com as suas características.

E, em segundo, que os linfomas se dividem em dois grandes grupos: os linfomas de Hodgkin (LH) e os não-Hodgkin (LNH). Como esse câncer acontece nos linfócitos, os LNH também são subdivididos conforme a classificação dessas células de defesa, ou seja, a doença é separada em linfoma de células B e linfoma de células T. Nesta matéria, falaremos sobre as doenças que se originam nas células T.

A Drª. Natalia Zing, hematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, fala que “dentro do subgrupo dos linfócitos T, ainda há uma grande diversidade e heterogeneidade de subtipos.”

Ela conta que, frequentemente, essa doença é mais agressiva em comparação com aquela que acontece nos linfócitos B. Além de, também, frequentemente, ser diagnosticada em estágios mais avançados (estadiamento III e IV), havendo mais comprometimento dos linfonodos e outros tecidos.

Fatores de risco do linfoma não-Hodgkin de células T

Na maioria dos casos, ainda não se sabe o que causa o linfoma de células T, mas, há algumas condições que podem aumentar o risco de desenvolver a doença. Como:

  • Infecção pelo vírus HTLV
  • Infecção pelo vírus Epstein-Barr
  • Presença da doença celíaca e
  • Prótese mamária (específico de um subtipo)
Vírus Que São Fatores De Risco Para O Linfoma De Células T

“Há uma grande diversidade em relação à incidência. Alguns subtipos são mais incidentes, por exemplo, na Ásia, outros, na América Latina, um em pacientes mais idosos, outro em pacientes mais jovens. Mas, de modo geral, a gente espera que os linfomas de células T tenham uma maior incidência no sexo masculino e em pacientes com cerca de 60 ano”, a Drª. Natalia explica. 

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Sintomas do linfoma de células T

De acordo com a médica, como há diversos subtipos, os sinais também variam bastante. Os mais comuns são os chamados sintomas B, que incluem:

  • Febre
  • Perda de peso e
  • Suor noturno
Caroço No Pescoço
Caroço No Pescoço
Suor Noturno
Febre
Caroço No PescoçoSuor NoturnoFebre

Porém, é possível que o paciente tenha diferentes manifestações conforme o local do corpo que o linfoma está afetando. “Então, se tem um comprometimento intestinal, pode ter algum sintoma intestinal. Se está relacionado ao implante mamário, os sintomas são relacionados à mama, como aumento da mama”, a especialista exemplifica. 

Ela ainda acrescenta que nesse subtipo de LNH, geralmente, os sintomas aparecem mais rápido e também progridem com maior velocidade. 

Entretanto, por outro lado, há ainda a possibilidade do paciente ser assintomático, ou seja, não apresentar nenhum sintoma.

Diagnóstico

Para identificar o linfoma T, é preciso fazer uma biópsia do tecido comprometido com imuno-histoquímica, para estudar as características das células. Essa análise pode ser feita no linfonodo comprometido ou qualquer outro tecido atingido. 

Biópsia De Linfonodo

A Drª. Natália descreve que “além da biópsia, são realizados exames de sangue – as sorologias são bem importantes, já que alguns vírus têm um impacto na biologia de células T-, muitas vezes é necessário fazer exame da medula óssea e também exames de imagem, como tomografia e o PET Scan.”

Tipos de linfoma não-Hodgkin de células T

Há mais de 30, porém, os mais frequentes no Brasil são:

  • Linfomas de células T sem especificações
  • Linfoma de células T angioimunoblástico
  • Linfoma anaplásico de células T e
  • Leucemia linfoma de células T do adulto
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Tratamento para linfoma de células T

A melhor opção terapêutica vai depender do subtipo da doença, mas, na maioria das vezes, envolve quimioterapia ou quimio associada à imunoterapia (quimioimunoterapia).  Nesse último caso, é utilizado o anticorpo monoclonal brentuximabe. Também é possível utilizar radioterapia e/ou transplante de medula óssea (TMO).

Tratamento Para Linfoma Não-Hodgkin De Células T

“Diferente dos linfomas B, em que o TMO fica reservado para recidivas, nos linfomas de células T, muitas vezes usamos o transplante como consolidação da primeira linha do tratamento”, comenta a médica. 

Ela acrescenta que em casos específicos, como o linfoma relacionado à prótese mamária, há a opção de realizar somente a cirurgia.  Mas, isso acontece raramente.

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Linfoma tipo T tem cura?

As chances de cura variam de acordo com o subtipo do câncer.

“Conforme o subtipo, a gente define qual a melhor forma terapêutica. O TMO, muitas vezes, entra como consolidação do tratamento justamente porque, apesar da 1ª linha ter boas respostas, as chances desse linfoma voltar, ou ter uma progressão, é maior do que em geral visto nos linfomas de células B. Mas sim, obviamente, tem chances de cura”, a Drª. Natalia Zing conclui.


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Boa noite!
Sou Juliana esposa de um paciente de linfoma de não hodgkin de células T angioimunoblastica. Foi tudo muito rápido, meu marido estava perfeito no começo deste ano, pegou COVID mas foi leve como resfriado, passou uns 2 meses e apareceu uma íngua na virilha dele e fomos investigar pra saber se era uma possível hérnia inguinal, quando fomos fazer os exames, não era hérnia, era linfoma, dentro de mais ou menos 3 meses entre 2 Biópsias fez 1 quimioterapia e depois ficou mais debilitado, chegou a fazer uma diálise, e logo após faleceu.
Passou 1 dia na uti e Deus levou.
Meu marido não sentia nada, a doença simplesmente veio silenciosamente, no último mês que veio as febres , sudorese e as dores.
Ainda estou sem acreditar que ele se foi!
Muito doloroso passar por isso.
Como foi difícil sair o diagnóstico tudo muito inconclusivo.
Quando descobriu já estava no grau IV
Acredito eu que ainda os médicos não acharam a cura

Por obrigada por responder, vou querer sim entrar no grupo de apoio poder entender e conseguir continuar a caminhada desta vida!

Escrito por:

Natália Mancini

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