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O que a mutação genética significa para um câncer

O Que A Mutação Genética Significa Para Um Câncer

As mudanças genéticas podem ajudar tanto na prevenção quanto na decisão de qual tratamento mais adequado para a doença

Por Natália Mancini

O câncer é resultado de uma mutação genética no DNA que causa uma multiplicação descontrolada das células. Entender e descobrir qual é essa mutação, na maioria dos casos, é a chave para o tratamento. Além disso, ela pode até ser utilizada para a prevenção de um câncer.

É importante entender que o DNA é uma molécula que está no centro das células de todos os seres vivos. Ele é composto por uma sequência de genes que carrega toda a informação genética daquele ser. O DNA é como um colar de pedra e cada pedra é um gene. Então, o cromossomo está “dentro” do DNA.

Quando uma célula se multiplica, o seu material genético é copiado e todas as células que vieram dessa multiplicação tem esse mesmo material genético. Caso aconteça um erro na hora de fazer essa cópia, que gere uma mutação genética, essa mutação também será replicada. 

O Dr. Marcel Brunetto, especialista em Hematologia, explica que mutação genética “é uma alteração permanente na sequência de DNA. Isso difere aquela sequência de gene da maioria das pessoas”.

A mutação genética pode ser hereditária, quando ela é herdada do óvulo da mãe ou do espermatozoide do pai e está presente em todas as células durante toda a vida daquela pessoa. Ou então pode ser somática, quando a pessoa adquire essa mutação em algum momento da sua vida. Nesse caso, ela está presente em somente algumas células ou tecido do corpo.

Por que uma mutação genética acontece?

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Enquanto que a somática, ou adquirida, é causada, principalmente, por fatores ambientais. O Dr. Brunetto exemplifica que esses fatores podem ser exposição a radiação ou raios ultravioletas, ou devido a um erro no processo de duplicação celular. 

No caso dos cânceres, as mutações que estão mais relacionadas com o desenvolvimento dessa doença podem ser causadas pelo uso de certas substâncias químicas, radiação, hormônios, situações de imunossupressão e o aumento da idade. 

Como a mutação genética influencia um câncer?

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Uma pessoa que apresenta a mutação hereditária do câncer de mama, por exemplo, tem uma maior chance de desenvolver esse tipo de câncer durante a sua vida. Assim, ter essa informação permite dar início a uma série de métodos preventivos que não seriam utilizados caso essa alteração fosse desconhecida.

Após já ter o diagnóstico de câncer, saber qual é aquela mutação genética ajuda a definir o tratamento.

De acordo com o Dr. Brunetto, “cada vez mais a Oncologia está caminhando para terapias alvo, que são a grande revolução na última década na área. Saber qual mutação sua doença apresenta pode direcionar o médico a prescrever um determinado medicamento que atue especificamente nessa mutação. Dessa forma, otimizando resultados e minimizando efeitos colaterais”.

Além disso, a mutação genética pode informar como a doença pode evoluir e como o paciente poderá responder ao tratamento.

Já para os cânceres hematológicos, essa informação serve também para avaliar a resposta após o tratamento, a chamada doença residual.

Descobrindo uma mutação genética

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Os mais comuns são o exame de cariótipo, no qual é analisada a forma e o número dos cromossomos e o FISH (hibridização “in situ” Fluorescente) que, por meio de imunofluorescência, torna possível visualizar mais detalhadamente as alterações nos cromossomos e nos genes.

Além deles, também pode-se analisar diretamente a sequência de DNA e RNA em células específicas com técnicas moleculares.

Principais mutações nos cânceres hematológicos e seus significados

Leucemias:

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“É importante descobri-la não somente para o diagnóstico, mas também para verificar a resposta terapêutica com as drogas inibidoras de tirosina quinase (TKI)”, fala o médico.

Na leucemia linfoide crônica (LLC), a mutação IGH ou no cromossomo 17 auxiliam a entender o prognóstico e também direcionam para um tratamento mais efetivo. 

Na leucemia mielóide aguda (LMA), a mutação FLT3 está presente em até 30% dos pacientes. Apesar dela significar uma maior carga leucêmica e um prognóstico desfavorável, há uma terapia alvo específica para ela. 

“No Brasil, a droga midostaurina está aprovada em associação à quimioterapia na indução e consolidação e manutenção para esses pacientes”, ressalta o médico.

Linfomas:

Para essas doenças, as mutações genéticas além de auxiliarem no diagnóstico, ajudam a classificar o linfoma em Hodgkin ou não-Hodgkin. Se for não-hodgkin, identifica qual subtipo ele é.  

No linfoma anaplásico de grandes células, a reorganização/rearranjo do gene ALK/NPM torna o prognóstico mais favorável.

A translocação entre os cromossomos 11 e 14, são uma mutação característica do linfoma de manto, auxiliando a identificar esse subtipo.

Já para o linfoma difuso de grandes células B, a presença das mutações MYC, BCL2 e BCL6 fornece informação sobre o prognóstico, se há duas ou três mutações (double ou triple hit). Além disso, serve também para desenvolver uma terapia individualizada para aquele paciente.

Já no mieloma múltiplo, a deleção do cromossomo 17p13 significa um pior prognóstico. Entretanto, futuramente, ajudará os médicos a decidir um tratamento mais efetivo.

“As doenças hematológicas têm grande relação com as mutações genéticas. Além de nos ajudar a estabelecer diagnósticos mais precisos, nos dão valiosas informações sobre o prognóstico e nos guiam para melhores e mais individualizadas terapias. Certamente, o melhor entendimento das mutações nos guiará para melhores tratamentos e resultados nos cânceres hematológicos”, finaliza o Dr. Marcel Brunetto.

 

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Lucia Maria Reis Teixeira
4 meses atrás

Estou amedrontada, pois tenho policitemia Vera, causada pela mutação de gene Jak2.
Tomo Hydrea, mas já não está fazendo tánto efeito.
Ja falou em começar tratamento com Jacavi.
O problema maior é o valor do remédio.
O que vocês me aconselham, sobre obter esse remédio?

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