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Como lidar com os efeitos colaterais do  tratamento da leucemia mieloide crônica

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Última atualização em 28 de julho de 2021

Além das reações adversas comuns, alguns pacientes com esse tipo de câncer relatam apresentar outros efeitos colaterais, como sangramento nos olhos e zumbido no ouvido


Escrito por:

Natália Mancini

O tratamento da leucemia mieloide crônica (LMC) evoluiu muito nos últimos anos e, atualmente, permite que esse câncer seja controlado. Apesar de, no geral, a terapia promover uma boa qualidade de vida, é possível que alguns efeitos colaterais aconteçam. Isso pode causar alguns desconfortos, já que a pessoa precisa utilizar o medicamento durante toda sua vida.

Assim como as outras leucemias, a LMC é uma neoplasia hematológica que acontece quando a medula óssea passa a produzir glóbulos brancos anormais e em excesso. Entretanto, diferentemente das leucemias agudas, na leucemia crônica, a evolução da doença é mais lenta. Ou seja, há uma produção excessiva de células doentes, mas ela acontece de forma não tão rápida.

Os sinais da doença estão relacionados com o fato dos glóbulos brancos perderem a sua função de proteção do corpo. Os sintomas da LMC mais comuns são:

  • fraqueza
  • fadiga
  • febre
  • perda de peso sem motivo aparente
  • suor noturno
  • diminuição do fôlego

A partir de 2001, com o lançamento das terapias com inibidores de tirosina quinase, o tratamento da leucemia mieloide crônica fez com que os pacientes com essa doença pudessem ter uma vida mais normal e com menos reações adversas.

O primeiro nessa linha foi o Imatinibe que, atualmente, é utilizado como terapia de primeira linha. Caso a pessoa não apresente o resultado esperado, o médico indicará o Dasatibe. Uma terceira possibilidade de método terapêutico é o Nilotinibe.

A Drª. Flavia Tobaldini Russo, médica hematologista do IBCC Oncologia e especialista em transplante de medula óssea, explica que o grande avanço desses medicamentos é que eles são quimioterápicos que possuem um alvo. Ou seja, eles agem como uma quimioterapia normal, porém eles têm uma eficácia maior em combater a alteração molecular que causa a LMC, a tirosina quinase BCR-ABL.

Efeitos colaterais do tratamento da leucemia mieloide crônica

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Ela ainda ressalta que essas mesmas manifestações podem acontecer caso a doença esteja progredindo. Dessa forma, é preciso avisar a equipe médica responsável pelo tratamento de todos os sintomas que aparecem. 

Para aliviar questões como dor e fraqueza, o médico pode orientar o uso de analgésicos ou pomadas. Já para o enjôo, existem remédios que podem aliviá-lo.

Além dos efeitos colaterais mais comuns, existem outros não tão frequentes, mas que alguns pacientes também relatam e que podem interferir na qualidade de vida.

Um dos  exemplos é um zumbido no ouvido relacionado ao Imatinibe. Ele é considerado como raro, porque acomete menos de 1% daqueles que usam o medicamento.

“A origem do zumbido causada pelo Imatinibe não é bem esclarecida assim como medidas para redução do sintoma”, a hematologista conta.

O segundo exemplo é o sangramento no canto do olho, também considerado como raro. De acordo com a médica, ele é um dos efeitos colaterais oftalmológicos mais incomuns. Um dos possíveis motivos para isso acontecer é a diminuição no número de plaquetas que o remédio provoca.

“A principal medida para evitar esse evento adverso é o monitoramento regular dos níveis plaquetários, por meio da realização do hemograma na frequência indicada pelo médico”, a Drª. Flavia aconselha. 

Mesmo alguns pacientes recebendo a informação que o tratamento da leucemia mieloide crônica não provoca a queda de cabelo (alopécia), ela ainda atinge alguns pacientes.  Esse efeito colateral acontece em cerca de 7% a 15% dos casos nos quais o Imatinibe é a opção terapêutica. 

“A medicação é um quimioterápico que não atua especificamente apenas nas células da leucemia. Dessa forma, ela pode também inibir a replicação de outras células saudáveis. Como as células do folículo piloso e dessa maneira ocasionar a queda”, explica.

Uma das respostas para esse efeito colateral, que é utilizada em outros tipos de tumores, seria a touca inglesa. Entretanto, ela não é indicada para pacientes com cânceres hematológicos. Dessa forma, ainda não existem métodos cientificamente comprovados que ajudem nessa questão.

“Uma alimentação saudável, rica em carnes vermelhas e verduras ajuda a manter os níveis de ferro e outros nutrientes em padrões adequados. Dessa forma, pode evitar problemas nutricionais como a anemia, que causa cansaço e dores nas pernas, e a alopécia”, orienta a Drª. Flavia Tobaldini Russo.

 

É hora de descontinuar o tratamento da LMC?

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Um efeito, que não é raro, não foi relatado na matéria: a hipopigmentacão. É importante alertar sobre o cuidado redobrado com o protetor solar, pois a pele fica mais sensível aos efeitos do sol. Minha filha é paciente e teve a pigmentação muito alterada com o uso do Imatinibe.

Eu tomo o dasatine é tenho engordado muito Já não sei mais o que fazer

Natália, passo pelo mesmo dilema, tenho LMC e não paro de engordar com a médicacao

Bom dia gostaria de obter mais informações da LMC, fui diagnósticada. Estou na fase dos exames, no hemograma apresentou.

Oi meu nome é kedina…estou depressiva pois descobri LMC recentemente há 3 meses… iniciei com 4 comprimidos de Ydreia…após cariótipo me passaram o imatinib. Só q com essa medicação sinto dores terríveis mas pernas e braços…médico mudou a medicação para desatinibe…iniciei ontem…as dores não passam minha angustia piora, pois nada está sendo como me falaram a princípio…me disseram q com a medicação eu teria vida normal…me ajudem a esclarecer , vai passar?

Oi Kedina, meu nome é André. Tenho LMC Ph- (Philadelphia negativo). Sentia dores terríveis nos ossos no início do tratamento com imatinibe (Glivec 400mg) e, por incrível que pareça, as minhas dores passavam quando me exercitava na academia. Depois de uns 15 dias do início da medicação não tive mais dores.

Descobri que tenho LMC a 6 meses com um hemograma simples, e no início usei por um mês o Hydrea. Agora tomo 1 comprimido por dia de Imatinibe de 400mg. O meu médico disse que teria uma vida normal, e ainda por ser jovem e estar na fase inicial. Agora na última consulta, depois de fazer o mielograma de acompanhamento, me falou que poderia futuramente parar a medicação, após 3 anos no mínimo de tratamento, e estar com os exames citogenéticos zerados. No começo tive dores musculares e câimbras, e faz um mês que não tenho mais, porém começou um formigamento pelo corpo. Ele me disse que posso ser hipersensível ao medicamento.

É normal sair feridas pelo corpo com o uso imagine?

Olá fui diagnosticada com leocemia mileoide cronica e tem 11 dias que estou tomando imatinibe. Estou sentindo tudo que não sentia antes. Dores horrorosas nos ossos e um cansaço profundo e tive febre. Sera que deveria trocar de medicação?

Last edited 9 meses atrás by Wil

Olá, fui diagnosticado com LMC, faço uso do IMATINIBE a cerca de 1 ano, nesse período eu engordei muito, no entanto faço minhas refeições normais sem nenhum exagero. Pode me ajudar com alguma informação sobre meu caso?

Vai fazer um ano que meu esposo descobriu que esta com lmc so que agora essa semana ta aparecendo uma mancha rocha no rosto dele meio dura como um caroço queimando e doendo muito naonsei mais o que faco recetemente ele teve uma infecção bacteriana e ta na espera de um tranplante

Boa tarde, estou tomando imatinibe a quase 1 mês, tenho sentido dores musculares principalmente nas pernas,s suodores noturno,será efeito do medicamento, tenho LMC

Fui diagnosticada com LMC a 1 ano e 8 meses, de lá pra cá nada foi normal tenho muitas cãibras, diarreias e já engordei 15 kilos. Sem contar que meu último exame de medula está em 1,6 e deveria estar bem abaixo. É desesperador.

Sou portador da LMC e faço uso do imatinibe. Tenho o zumbido nos ouvidos, que até já me acostumei, mas o que mais me incomoda são as cãibras, há noites em elas são insuportáveis, tenho cãibras até na língua, no pescoço, enfim todo o copo sofre muito com as dores causadas. Relatei isso aos hematologistas que me acompanharam e acompanham desde o início e só fui informado que isso é normal, mas nenhum deles soube me indicar algum meio para diminuir a frequência ou intensidade dessas cãibras. Existe alguma forma de alívio? Agradeço desde já a quem possa me auxiliar.

Oi

Escrito por:

Natália Mancini

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