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Como lidar com os efeitos colaterais do  tratamento da leucemia mieloide crônica

Como Lidar Com Os Efeitos Colaterais Do  Tratamento Da Leucemia Mieloide Crônica

Além das reações adversas comuns, alguns pacientes com esse tipo de câncer relatam apresentar outros efeitos colaterais, como sangramento nos olhos e zumbido no ouvido

Por Natália Mancini

O tratamento da leucemia mieloide crônica (LMC) evoluiu muito nos últimos anos e, atualmente, permite que esse câncer seja controlado. Apesar de, no geral, a terapia promover uma boa qualidade de vida, é possível que alguns efeitos colaterais aconteçam. Isso pode causar alguns desconfortos, já que a pessoa precisa utilizar o medicamento durante toda sua vida.

Assim como as outras leucemias, a LMC é uma neoplasia hematológica que acontece quando a medula óssea passa a produzir glóbulos brancos anormais e em excesso. Entretanto, diferentemente das leucemias agudas, na leucemia crônica, a evolução da doença é mais lenta. Ou seja, há uma produção excessiva de células doentes, mas ela acontece de forma não tão rápida.

Os sinais da doença estão relacionados com o fato dos glóbulos brancos perderem a sua função de proteção do corpo. Os sintomas da LMC mais comuns são:

  • fraqueza
  • fadiga
  • febre
  • perda de peso sem motivo aparente
  • suor noturno
  • diminuição do fôlego

A partir de 2001, com o lançamento das terapias com inibidores de tirosina quinase, o tratamento da leucemia mieloide crônica fez com que os pacientes com essa doença pudessem ter uma vida mais normal e com menos reações adversas.

O primeiro nessa linha foi o Imatinibe que, atualmente, é utilizado como terapia de primeira linha. Caso a pessoa não apresente o resultado esperado, o médico indicará o Dasatibe. Uma terceira possibilidade de método terapêutico é o Nilotinibe.

A Drª. Flavia Tobaldini Russo, médica hematologista do IBCC Oncologia e especialista em transplante de medula óssea, explica que o grande avanço desses medicamentos é que eles são quimioterápicos que possuem um alvo. Ou seja, eles agem como uma quimioterapia normal, porém eles têm uma eficácia maior em combater a alteração molecular que causa a LMC, a tirosina quinase BCR-ABL.

Efeitos colaterais do tratamento da leucemia mieloide crônica

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Ela ainda ressalta que essas mesmas manifestações podem acontecer caso a doença esteja progredindo. Dessa forma, é preciso avisar a equipe médica responsável pelo tratamento de todos os sintomas que aparecem. 

Para aliviar questões como dor e fraqueza, o médico pode orientar o uso de analgésicos ou pomadas. Já para o enjôo, existem remédios que podem aliviá-lo.

Além dos efeitos colaterais mais comuns, existem outros não tão frequentes, mas que alguns pacientes também relatam e que podem interferir na qualidade de vida.

Um dos  exemplos é um zumbido no ouvido relacionado ao Imatinibe. Ele é considerado como raro, porque acomete menos de 1% daqueles que usam o medicamento.

“A origem do zumbido causada pelo Imatinibe não é bem esclarecida assim como medidas para redução do sintoma”, a hematologista conta.

O segundo exemplo é o sangramento no canto do olho, também considerado como raro. De acordo com a médica, ele é um dos efeitos colaterais oftalmológicos mais incomuns. Um dos possíveis motivos para isso acontecer é a diminuição no número de plaquetas que o remédio provoca.

“A principal medida para evitar esse evento adverso é o monitoramento regular dos níveis plaquetários, por meio da realização do hemograma na frequência indicada pelo médico”, a Drª. Flavia aconselha. 

Mesmo alguns pacientes recebendo a informação que o tratamento da leucemia mieloide crônica não provoca a queda de cabelo (alopécia), ela ainda atinge alguns pacientes.  Esse efeito colateral acontece em cerca de 7% a 15% dos casos nos quais o Imatinibe é a opção terapêutica. 

“A medicação é um quimioterápico que não atua especificamente apenas nas células da leucemia. Dessa forma, ela pode também inibir a replicação de outras células saudáveis. Como as células do folículo piloso e dessa maneira ocasionar a queda”, explica.

Uma das respostas para esse efeito colateral, que é utilizada em outros tipos de tumores, seria a touca inglesa. Entretanto, ela não é indicada para pacientes com cânceres hematológicos. Dessa forma, ainda não existem métodos cientificamente comprovados que ajudem nessa questão.

“Uma alimentação saudável, rica em carnes vermelhas e verduras ajuda a manter os níveis de ferro e outros nutrientes em padrões adequados. Dessa forma, pode evitar problemas nutricionais como a anemia, que causa cansaço e dores nas pernas, e a alopécia”, orienta a Drª. Flavia Tobaldini Russo.

 

É hora de descontinuar o tratamento da LMC?

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Um efeito, que não é raro, não foi relatado na matéria: a hipopigmentacão. É importante alertar sobre o cuidado redobrado com o protetor solar, pois a pele fica mais sensível aos efeitos do sol. Minha filha é paciente e teve a pigmentação muito alterada com o uso do Imatinibe.

Eu tomo o dasatine é tenho engordado muito Já não sei mais o que fazer

Bom dia gostaria de obter mais informações da LMC, fui diagnósticada. Estou na fase dos exames, no hemograma apresentou.

Oi meu nome é kedina…estou depressiva pois descobri LMC recentemente há 3 meses… iniciei com 4 comprimidos de Ydreia…após cariótipo me passaram o imatinib. Só q com essa medicação sinto dores terríveis mas pernas e braços…médico mudou a medicação para desatinibe…iniciei ontem…as dores não passam minha angustia piora, pois nada está sendo como me falaram a princípio…me disseram q com a medicação eu teria vida normal…me ajudem a esclarecer , vai passar?

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