skip to Main Content

Tratamento da trombocitemia essencial: como acontece e efeitos colaterais

Coágulo Sanguíneo Por Conta Da Trombocitemia Essencial
Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  

Os pacientes que apresentam risco para trombose devem fazer uso de medicamentos durante toda a vida

Escrito por:

Natália Mancini


O tratamento da trombocitemia essencial (TE), com medicamentos, somente é necessário para pacientes que apresentam risco de desenvolver uma trombose. Para esses casos, o objetivo da terapia é reduzir/controlar esse risco por meio da diminuição do número de plaquetas. Para isso, são utilizados remédios como Hidroxiureia e Interferon Alfa. O uso da droga deve ser contínuo, ou seja, a pessoa deve tomá-la durante toda a sua vida. Consequentemente, é comum que alguns efeitos colaterais se desenvolvam. Mas, eles podem ser controlados e devem ser acompanhados pelo especialista.

A trombocitemia essencial é uma doença mieloproliferativa que acontece devido ao mau funcionamento das células-tronco. Devido a essa falha, as plaquetas passam a ser produzidas em excesso, levando a uma maior chance de formar coágulos (trombos), bloqueando os vasos sanguíneos.

O Dr. Fábio Pires, hematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, conta que avaliar o risco de trombose é o primeiro, e principal, passo para definir se aquele paciente precisará de tratamento medicamentoso ou somente acompanhamento médico.

“Assim, você pode recomendar, ou não, o uso de aspirina em dose baixa e, além disso, para os pacientes com risco de trombose muito alto, é também indicado usar algum medicamento para diminuir a contagem de plaquetas. As drogas mais utilizadas são Hidroxiureia, Interferon e Anagrelida ”, ele diz. 

Os principais fatores de risco para trombose são a idade do paciente, se a pessoa já teve trombose antes, tabagismo, pressão alta, diabetes e colesterol alto. Outro ponto relevante é o tipo de mutação genética que o paciente apresenta, aqueles que possuem a mutação JACK2 têm um risco de trombose mais alto.

 

Trombocitemia essencial tem cura?

Homem No Médico Fazendo O Tratamento Da Trombocitemia Essencial

Existe uma cura em potencial, o transplante de medula óssea (TMO), entretanto ele é raramente utilizado, uma vez que os riscos desse procedimento são maiores em comparação com os riscos da doença. Dessa forma, a cura não é algo buscado na prática do tratamento de trombocitemia essencial.

“Como a TE não é uma doença de prognóstico desfavorável, não recomendamos o TMO. Portanto, o objetivo da terapia é apenas acompanhar o paciente e realizar o tratamento conforme os riscos de ele desenvolver trombose. Para isso, utilizamos agentes que mexem na função das plaquetas e, eventualmente, drogas para diminuir a produção de plaquetas pelo corpo do paciente”, explica o Dr. Pires.

Celulas Sanguineas

O que são as células sanguíneas e como funcionam? 

Cada uma delas desempenha um papel fundamental para a realização das atividades do corpo. E quando há um desarranjo, um câncer pode acontecer. Leia mais sobre!

Tempo do tratamento da trombocitemia essencial

Remédios Próximos De Um Relógio Indicando O Tempo Do Tratamento Da Trombocitemia Essencial

Como a TE não tem cura, o paciente precisa utilizar o medicamento para o resto da vida. De acordo com o hematologista, não há um critério estabelecido e nem é recomendado que a pessoa pare de tomar os remédios para controle das plaquetas. Isso acontece porque, caso a terapia seja interrompida, os riscos de desenvolver uma trombose aumentam.

O médico compara o tratamento da TE com o de doenças crônicas como diabetes ou pressão alta. “Se você parar o tratamento, a doença vai continuar ativa e tem risco de causar complicações. Então, uma vez que for determinado que o paciente deve fazer tratamento para controlar a quantidade de plaquetas, ele precisa fazer isso de maneira permanente, não pode parar. ”

Como consequência desse uso contínuo, algumas pessoas desenvolvem reações adversas. A Hidroxiureia, uma das drogas mais indicadas, pode alterar o hemograma do paciente, causando anemia e queda dos leucócitos, além de causar feridas na boca e perna.

“Uma coisa que muitas pessoas não sabem é que o uso por muitos anos desse medicamento pode levar à alterações de pele. Como dermatite grave e, em alguns casos, lesões de câncer de pele não melanoma”, o Dr. Pires alerta.

Já o Interferon alfa, algumas vezes, pode causar manifestações autoimunes, especialmente tiroidite autoimune, distúrbios psiquiátricos, depressão e manias. Além disso, alguns pacientes apresentam intolerância ao próprio medicamento, com dores no corpo, mal-estar e febre. 

 Por último, o Anagrelida pode causar quadros de taquicardia, excesso de retenção de líquidos, problemas cardíacos e alguns estudos sugerem que ele aumenta um pouco a probabilidade da TE virar uma mielofibrose. O hematologista ressalta que, por esse motivo, a droga é menos usada na prática.

Um outro quadro muito comum nos pacientes de TE são as dores nas mãos e nos pés, essa condição é chamada de eritromelalgia. “Isso é uma complicação, um problema na circulação dos microvasos que tem nas extremidades e isso tende a melhorar muito com uso de aspirina, então é um dos sintomas de TE e que podem ser aliviados com uso de AAS infantil”, pontua o hematologista.

Por isso, é extremamente importante fazer o acompanhamento médico corretamente e informar o especialista em caso qualquer sintoma apareça.

Vacina Contra Coronavírus, Vacina Do Coronavirus, Vacina Para Coronavirus, Vacina Contra O Coronavirus, Vacina Contra O Coronavírus, Vacina Do Coronavírus, Vacina Para Coronavírus, Vacina De Oxford, Tipos De Vacinas, Tipos De Vacina, Virus Atenuado, Vacina Contra Coronavirus Oxford, Como Funciona A Vacina, Como Funcionam As Vacinas, Tipos De Vacinas Inativadas, Como As Vacinas Agem No Organismo, Vírus Atenuado, Quais Os Tipos De Vacinas, Vacinas De Virus Vivo, Virus Vivo Atenuado, Composição Das Vacinas , Adenovirus O Que é, Vacina De Oxford Funciona , Como Funciona Uma Vacina , Mecanismo De Ação Das Vacinas, Quais As Etapas Desse Tipo De Atendimento Sac, Vacinas Com Virus Atenuado, Virus Inativado, Vacina Atenuada E Inativada, Mecanismo De Ação Da Vacina, Virus Adenovirus, Vacinas Com Virus Vivo, Função Da Vacina, O Que é Virus Atenuado, Vacinas Como Funcionam, Vacina Covid, Rna Mensageiro, Vacina Pfizer, Virus Rna, Entenda O Coronavirus, Coronavac, Vacina Coronavac, Vacina Coronavirus, Coronavirus Vacina, Vacina Coronavírus Vacina Para O Coronavirus, Vacina Contra Covid, Corona Virus Vacina, Vacina Do Covid, Vacinas Coronavírus, Coronavírus Vacinas, Vacina Contra O Covid 19, Vacinas Contra, Coronavirus, Vacina Contra Corona Virus, Oms Vacina, Vacina Contra Corona, Vacina Para O Coronavírus, Vacinas Contra Coronavírus, Vacina Do Corona Virus, Coronavirus Vacinas, Vacina De Coronavirus, Oms Vacina Coronavirus, Vacina Contra O Corona Virus, Vacina Para Corona Virus, Previsão Vacina Covid, Vacina Covid Brasil Previsão, Vacinas Contra Covid, O Coronavirus, Quando A Vacina Contra O Coronavirus Vai Estar Pronta No Brasil, Quando Vai Sair, A Vacina Do Coronavirus, Quando A Vacina Contra O Coronavirus Vai Estar Pronta, Pessoas Com Câncer Pode Tomar Vacina Da Gripe, Quem Tem Câncer Pode Tomar Vacina Da Febre Amarela, Paciente Oncológico Pode Tomar A Vacina Da Gripe, O Que é Paciente Oncológico, Paciente Oncológico, Imunossuprimidos, Imunossuprimidos Quem São, Pessoas Com Cancer, Quem Faz Quimioterapia, Cancer Hematologico, Cuidados Com Pacientes Em Uso De Quimioterapia, Paciente Imunossuprimido, Paciente Imunodeprimido, Vacina Cancer, Vacina Causa Cancer, Vacina Genetica

Como a vacina contra o coronavírus funciona

Os pacientes oncológicos devem ficar atentos ao mecanismo de ação para saberem se o uso da vacina pode ser indicado. Leia mais sobre!

Quantos anos uma pessoa vive com trombocitemia?

Dois Idosos Indicando Quanto Tempo Um Paciente De Trombocitemia Essencial Vive

A expectativa de vida de um paciente com trombocitemia essencial é praticamente igual a da população de mesma idade e sexo que não tem a doença.

“É um pouquinho inferior, mas não é muito. De modo geral, a maioria das pessoas com TE não precisa acreditar que tem uma vida encurtada por conta dela”, o Dr. Pires ressalta.

Para garantir que o paciente tenha uma boa qualidade de vida durante todo o tratamento, é essencial contar com um acompanhamento médico adequado, a indicação adequada dos medicamentos.

“Eu vejo muitos pacientes tomando Hidroxiureia e Interferon sem necessidade porque tem um risco baixo de trombose. Nesses casos, não haveria necessidade de controle da produção de plaquetas. Então o não uso dos medicamentos ajudaria a melhorar a qualidade de vida desses. Para isso, o paciente precisa de um bom acompanhamento com um médico especialista e conhecedor das muitas facetas da TE”, o Dr. Fábio Pires conclui. 


Compartilhe
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  
Receba um aviso sobre comentários nessa notícia
Me avise quando
14 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments

Olá! Tenho 41 anos e fui diagnosticada com TE aos 33 anos. Aos 37 anos parei de tomar Hydrea porque engravidei. Desde então nunca mais voltei a tomar a medicação e nem voltei as consultas médicas. Após ter me tornado mãe, passei a ter pavor da TE e medo de morrer precocemente e deixar um filho pequeno. Não consigo ir ao médico porque me desespero acreditando que terei notícias ruins em relação a TE. Ler essa publicação me trouxe um certo conforto em relação ao medo de morrer por causa da doença.

Olá,
Tenho 47 anos e estou em tratamento a 4 anos com Hidroxihidrea, quando fui diagnosticada tinha uma contagem de quase 2 milhões de plaquetas…Hoje está em 565 mil. Porém sempre que vou ao consultório aumentam a dosagem de hidroxihidrea que começou com 2 comprimidos por dia e hoje está em 4.
Nunca tive nenhuma intercorrencia de trombose.
Tenho medo de estar tomando uma dose exagerada, pois tenho Jack 2 negativo.

Olá
Tenho 38 anos e
Tenho diagnóstico de TE há 18 anos, já fiz uso de Hydrea e hoje faço somente acompanhamento e tomo somalgin.
Tomei a primeira dose de vacina COVID da AstraZenica e final do mês tomo a segunda dose.
Minhas plaquetas ficam em torno de 1milhao.
Estou com medo de tomar a segunda dose pelo maior risco de trombose.
Qual sua opinião a respeito.
Obrigada, Andressa

Olá! Fui diagnosticado em janeiro com TE e iniciei o tratamento com TEPEV 500, tomando 1 comprimido todos os dias e de acordo com os resultados de exames a hematologista foi aumentando a dose passando de 2 comprimidos (segunda a sexta) e 3 comprimidos (sábado e domingo) + SOMALGIN (seg. à sex.). Atualmente fiz exame e a contagem de plaquetas chegou ao valor de 450.000m/mm³. Passei na minha médica todo feliz, porém ela disse que tem que abaixar mais as plaquetas, aumentando a dosagem do medicamento para :2 comprimidos de TEPEV (segunda à quinta) e 3 comprimidos (sex., sábado e domingo). No entanto ela não quis me dar uma informação desse aumento na dosagem, mais fiquei bem confuso e com medo de abaixar MAIS as plaquetas, por isso, peço por gentileza que me orientem a respeito desse tratamento. Devo seguir dessa forma ou devo procurar uma segunda opinião. OBS: todos os exames de acompanhamento (hemograma, TGO, DHL, etc. sempre dão normais).Não tenho sintomas referentes a trombose e também não tenho outras COMORBIDADES.

Minha plaqueta está em 545 e ano passado minha hematologista falou que tinha que fazer um exame de medula fiquei com medo e não voltei mais.
Tenho medo de descobrir que tenho TE.
Ela falou que é quase certeza.

Oi essa matéria me trouxe um alívio, hoje estava um pouco triste medo de morrer e deixar meu filho. fui diagnosticada com te aos 32 anos hoje tenho 45, minhas plaquetas estava mais de um milhão, estou tomando tepev. mas me sinto muito cansada com esforços, eom muita tristeza choro muito, e percebo que minhas emoções ajudam a aumentar as plaquetas. preciso de ajuda.

Olá! Tenho 54 anos, fui diagnósticada com TE há menos de 2 meses a médica me receitou hidroxiureia 1 cp durante 20 dias e repetir o hemograma que continuou bem altas minhas plaquetas, hoje tomo 2 cp num dia e 1 no outro mais AAS infantil minha médica não me dá nenhuma explicação explicação sobre a possível evolução da doença, sou enfermeira e continuo trabalhando normalmente em ambiente hospitalar tenho muito receio por estar usando medicação imunossupressora, gostaria de mais esclarecimentos.

Escrito por:

Natália Mancini

Back To Top