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AAS na trombocitemia essencial: por que e quando usar?

Frasco Contendo AAS Para Tratamento Da Trombocitemia Essencial
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A aspirina infantil tem papel relevante para evitar a trombose e, por isso, o paciente não deve parar de tomá-la

Escrito por:

Natália Mancini


A aspirina (AAS) na trombocitemia essencial (TE) é parte importante do tratamento para aqueles pacientes com risco de trombose. Uma vez que ela é indicada, o seu uso deve ser contínuo, ou seja, não é possível parar de tomá-la. Entretanto, caso a pessoa apresente condições relacionadas a esse medicamento, o médico pode prescrever um substituto. Por isso, é de extrema importância fazer o acompanhamento médico corretamente. 

Aspirina é o nome dado ao remédio que contém como substância ativa o ácido acetilsalicílico, um anti-inflamatório não esteroide. Ela é, comumente, utilizada para tratar inflamações, aliviar dores e diminuir a febre em crianças e adultos. Além disso, a aspirina é anticoagulante, dessa forma, também pode ser administrada para impedir a agregação plaquetária e afinar o sangue. Reduzindo, assim, as chances de infarto agudo do miocárdio, prevenir AVC, e trombose em pessoas que  apresentam fatores de risco.

 

AAS na trombocitemia essencial

No tratamento da trombocitemia essencial, a AAS infantil é indicada para pacientes que precisam prevenir fenômenos tromboembólicos. 

O Dr. Renato Sampaio, do Comitê de Doenças Mieloproliferativas Crônicas da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), explica que aqueles que têm menos de 60 anos, sem histórico de trombose e negativos para a mutação JAK2, são considerados de muito baixo risco. Por isso, normalmente, não precisam desse medicamento.

Comparação Entre Uma Veia Sem E Com Coágulo Sanguíneo Por Não Utilizar A Aas Na Trombocitemia Essencial

Entretanto, se essa mesma pessoa tiver fator de risco para doenças cardiovasculares ou sintomas vasomotores, por exemplo, o fogacho, relacionados à doença, a aspirina, provavelmente, será prescrita.

“Nos outros graus de risco, é recomendado o uso regular da aspirina em baixas doses”, o Dr. Sampaio pontua.

De acordo com o médico, a dosagem, geralmente, indicada é de 81 a 100/mg por dia. Mas, se o paciente apresentar resistência à aspirina, o especialista pode prescrever uma dose maior ou a substituição do medicamento.

“Por outro lado, seu uso está contraindicado naqueles casos onde existe alergia à aspirina ou ainda que exista uma atividade do cofator da ristocetina muito baixa (< 20%), encontrada em casos onde haja extrema trombocitose”, ele ressalta.

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Quando é possível interromper o uso da AAS?

Assim como os outros medicamentos do tratamento da TE, por exemplo o Hidroxiureia e o Interferon, a aspirina não pode ser suspensa. O que pode acontecer, entretanto, é a prescrição de um novo remédio que tenha o mesmo objetivo de evitar a trombose. 

Paciente Tomando AAS Na Trombocitemia Essencial

“A indicação da aspirina é feita baseada na estratificação de risco dos pacientes e, geralmente, está indicada por toda a vida. A suspensão, às vezes, pode vir a ser solicitada em casos em que houve uma reação adversa séria ao medicamento ou naqueles pacientes que estão com trombose”, informa o Dr. Sampaio.

Ou seja, a suspensão desse medicamento não está relacionada com uma melhora ou piora da trombocitemia essencial. Ela está associada a outros fatores, como a presença de efeitos colaterais significativos, como alergia.

Nesses casos, a troca da aspirina pode ser feita e outro anticoagulante é prescrito

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Cuidados com a AAS na trombocitemia essencial

  • O primeiro e mais importante cuidado que deve ser tomado é realizar o acompanhamento médico regularmente, conforme solicitado pelo especialista.
  • Caso o paciente apresente sangramentos significativos, deve suspender  a medicação até a  resolução do quadro.
  • Pode ser necessário suspender o uso da aspirina antes de procedimentos cirúrgicos.

Entretanto, o Dr. Renato Sampaio alerta que “estas condutas devem sempre estar respaldadas e conduzidas pelo médico responsável. ” 


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