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Avanços tecnológicos beneficiam o tratamento de linfoma

Avanços Tecnológicos Beneficiam O Tratamento De Linfoma

De cinco anos para cá, os novos medicamentos têm aumentado as chances de cura. E deve continuar assim nos próximos cinco

Por Natália Mancini

Em 15 de setembro é comemorado o Dia Mundial da Conscientização sobre os Linfomas. Esse câncer acomete mais de 12 mil pessoas por ano no Brasil e diagnosticá-lo precocemente é fundamental! Por este motivo, a Abrale criou a campanha #SeToque, que objetiva levar informação sobre os principais sintomas da doença para toda a população.

O tratamento de linfoma passou por muitas mudanças nos últimos cinco anos e vai mudar ainda mais. É possível montar uma linha do tempo comparando os avanços, principalmente com relação ao impacto na qualidade de vida do paciente. E as diferenças são enormes!

O Prof. Dr. Carlos Chiattone, coordenador do Centro de Linfomas do Hospital Samaritano Higienópolis, conta que “houve uma verdadeira revolução no tratamento das doenças neoplásicas linfoproliferativas. Ou seja, nos linfomas de Hodgkin, não-Hodgkin e leucemia linfocítica crônica”.

Os tratamentos, durante esses últimos anos, foram muito beneficiados pelo avanço da tecnologia na área da Medicina. Essas melhorias possibilitaram uma efetiva análise biológica das células cancerosas do linfoma. Dessa forma, os especialistas conseguem entender o funcionamento dessas células, que são responsáveis pelo desenvolvimento e manutenção do câncer.

“Além dos clássicos fatores de prognóstico, hoje temos identificados os chamados biomarcadores. Juntamente com o prognóstico, eles também nos ajudam a constatar quais tipos de tratamento podem ser mais ou menos úteis. Com isso, entramos na era da terapia alvo, podendo, muitas vezes, personalizar para cada tipo de paciente e linfoma”, diz o Dr. Chiattone.

Para os pacientes, isso significa que seus tratamentos estão mais efetivos e eles enfrentam menos efeitos colaterais. Entre essas novas terapias estão os anticorpos monoclonais isolados ou associados a toxinas que bloqueiam o desenvolvimento e disseminação do câncer. Além de drogas que agem como imunomoduladores no câncer, os corticosteróides, e a imunoterapia com células-tronco hematopoiéticas, como a CAR T-cell.

“Recentemente foi aprovado pelo FDA, nos EUA, uma terapia revolucionária que consiste em combinar a terapia celular, a terapia gênica e a imunoterapia. É a chamada terapia CAR T-cell. Alguns centros brasileiros estão rapidamente se credenciando para atuar nesta área”, explica o especialista.

O que esperar para o tratamento de linfoma nos próximos cinco anos?

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A imunoterapia é essencial para esse avanço e ela será cada vez mais aprimorada! Ela ensina o sistema imunológico do próprio paciente a reconhecer as células doentes e passa a combatê-las. Consequentemente, com as terapias menos agressivas, haverá uma maior possibilidade de tratar pacientes mais idosos e com outras doenças associadas.

“Por último, mas talvez mais importante, seja a discussão sobre o preço elevado destas novas terapias. É essencial que todos os atores envolvidos, incluindo a indústria farmacêutica, os governos, os médicos, os pacientes e a sociedade como um todo, discutam e possam achar um caminho para que estas medicações sejam disponibilizadas para todos os pacientes que delas necessitem”, finaliza o Dr. Chiattone.

 

Por que o preço dos medicamentos é tão alto?

Panorama do câncer no futuro

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Descobri q tenho linfona folicular e estou com muita azia dores de estomago e enjoo. E muita dor de cabeca Isso é natural? Meu medico ainda nao comecou o teatamento daqui 13 dias farei mais um pet scan pra ver se ele cresceu.
Obrigada

Boa noite, sigo com tratamento de linfoma não hodkin células do manto..desde 2014.
Tem tratamento novo para o meu caso?

Minha mãe teve câncer inicial no cérebro, um linfoma não hodgkin das grades células B, Fez a retirada do tumor, passou por 6 ciclos de quimioterapia, 17 radioterapia de crânio total e 5 radiocirugia focal, o tumor estava localizado no giro pre central, isso em 2018,
Hoje o câncer recidivou, agora são 2 novos tumores, no lobo parietal direito e esquerdo ela tem 69 anos, qual a chance de passar por este novo método de car t-cell, e ter bons resultados, e se isso e possível?
Agora foi recomendado tratamento paliativo.

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