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Anemia aplásica não é câncer, mas é igualmente grave

Anemia Aplásica Não é Câncer, Mas é Igualmente Grave

Uma doença autoimune que causa queda na contagem das células sanguíneas, diagnosticá-la e tratá-la precocemente é imprescindível

Por Natália Mancini

Apesar de não ser um câncer, a anemia aplásica é uma doença grave que necessita de diagnóstico e tratamento precoce. Ela pode se desenvolver por conta de um erro do sistema imunológico que passa a atacar a medula óssea. Ou ainda por questões hereditárias. Seu tratamento tem como principal objetivo melhorar o quadro do paciente.

A medula óssea é responsável por fabricar as células sanguíneas, ou seja, é ela que produz os leucócitos, plaquetas e hemoglobinas. A anemia aplásica acontece quando a medula óssea passa a não mais realizar suas funções corretamente.

“Assim como uma pessoa cujo rim não está realizando suas funções normalmente, e passa a ter uma insuficiência renal, quando a medula não cumpre suas obrigações, ela também está insuficiente e consideramos, então, que o indivíduo está com anemia aplásica”, compara o Dr. Philip Scheinberg, hematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Essa insuficiência da medula óssea acontece, predominantemente, devido a uma alteração do sistema imunológico, que começa a atacar as células-tronco. Elas também são conhecidas como células-mãe, pois dão origem a todas as outras células do corpo, inclusive as do sangue. Conforme elas são atacadas, a quantidade de células-mãe diminui e consequentemente há uma redução no número dos leucócitos, hemoglobinas e plaquetas.

“No momento que há uma diminuição dessa célula-mãe, você tem uma diminuição também de todos os filhos e filhas. Com isso, acontece uma redução das contagens do sangue e um quadro de insuficiência medular”, explica o Dr. Philip.

A anemia aplásica não é considerada um câncer, pois o problema não é a proliferação de células doentes, mas sim a falta de células saudáveis! Como vimos, ela é uma doença autoimune, ou seja, o sistema imunológico ataca o próprio corpo, levando à destruição das células-tronco.

“O fato de não ser um câncer não quer dizer que ela não é importante. Ela tem que ser diagnosticada e tratada rapidamente! Isso porque sabemos, historicamente, que a anemia aplásica está associada a um alto índice de mortalidade se não tratada”, alerta o especialista.

Quais são os sintomas de anemia aplásica?

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Como as plaquetas são responsáveis pela coagulação do sangue, é comum que o paciente tenha quadros de sangramento. Dessa forma, ele pode apresentar roxos pelo corpo e/ou sangramento na gengiva, olho e, às vezes, nas fezes.

A hemoglobina faz o transporte do oxigênio do pulmão para todas as outras partes do corpo, juntamente com o ferro. Com a diminuição da sua contagem, a pessoa desenvolve um quadro de anemia e sente fraqueza, desânimo, cansaço e falta de ar.

Já os leucócitos são responsáveis pela defesa do corpo humano. Então, com a queda da quantidade dessa célula, a pessoa fica mais suscetível às infecções e, consequentemente, febre.

O grande diferencial da anemia aplásica é que não cai a contagem de um ou outro tipo de célula sanguínea. A quantidade de todas as células vai cair ao mesmo tempo. Dessa forma, o paciente pode apresentar todos os sintomas juntos.

Tipos de anemia aplásica

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“A anemia aplásica severa acontece quando você tem uma diminuição mais acentuada dessa produção. Por exemplo, a plaqueta está bem baixa, em cerca de 6 mil, sendo que o normal é 100-150 mil”, afirma o Dr. Phllip.

Além disso, ela pode ser classificada como adquirida ou hereditária.

Na adquirida, forma mais comum, é quando o sistema imunológico sofre uma alteração e ataca a medula óssea, destrói as células tronco e, consequentemente, as células do sangue.

“A hereditária tem um componente genético. Tem um gene envolvido que leva esse grau de insuficiência da medula, às vezes associados a outras alterações”, diz o especialista.

Na forma hereditária, o sistema imunológico está muito pouco ou nada envolvido no desenvolvimento da doença e ela aparece em pessoas em idade bem precoce, perto do 5º ano de vida.

Enquanto que a forma adquirida, normalmente, aparece com mais incidência em indivíduos entre 15 e 30 anos. Mas também pode acometer pacientes acima de 50 anos.

Como é feito o diagnóstico da anemia aplásica?

Esse é um diagnóstico feito por meio de exclusão. Primeiro, são procuradas e testadas algumas possíveis opções. Ao descartar essas possibilidades, o especialista chega ao diagnóstico de anemia aplásica.

O hemograma é a principal ferramenta para alertar para um problema na medula óssea, mas ele não determina o diagnóstico. Como esse é um exame feito frequentemente, é possível avaliar a função da medula óssea por meio do seu resultado.

O diagnóstico em si é feito com uma biópsia da medula óssea. “Você precisa ir ao chão da fábrica ver se o problema está na produção. O que vemos na anemia aplásica é que a medula tem uma porcentagem de células, mas ela está sempre diminuindo. Chamamos essa queda de aplasia ou hipoplasia, então está tudo reduzido. Enquanto o paciente deveria ter 50% de células, na verdade apresenta 10%. Pode-se dizer que a medula está vazia”, explica o Dr. Philip.

Tratamento para anemia aplásica

O objetivo desse tratamento é aumentar a contagem das células sanguíneas. Para isso, é preciso suprimir o sistema imunológico, então é utilizada a terapia imunossupressora.

“Você suprime esse sistema para ele parar de atacar a medula. Com isso, ela volta a trabalhar de uma forma mais saudável”, conta o hematologista.

Para um paciente com anemia adquirida, outra opção é o transplante de medula óssea (TMO). Essa é a única forma de curar a doença, entretanto, só é recomendada para pacientes com menos de 40 anos, com um doador 100% compatível e se for do tipo severa.

Atualmente, os dois tipos de tratamento apresentam resposta muito boa, com altas taxas de sobrevida. Porém, eles precisam ser iniciados o mais rápido possível pois, apesar dessa doença não ser um câncer, ela é mais fatal que uma leucemia aguda, já que a quantidade das células apresenta uma queda muito agressiva. Diferentemente da leucemia na qual podem ser feitos vários ciclos de tratamento, na anemia aplásica essa melhora precisa acontecer assim que os medicamentos são administrados.

“Além disso, sabemos que é muito importante o paciente ter um tratamento de suporte. Eles têm que ser transfundidos com plaquetas e hemácias e tratar quadros sintomáticos, como febres”, finaliza o médico.

 

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Minha filha apresentou essa doença mas as plaquetas estão boas o que devemos fazer ?

Eu quero me associar. Descobri a doença há quasev 03 meses .

Sou senhora.

Estou em tratamento desde março quando descobri a doença. Já estou com as plaquetas em 128.000, qdo descobriu a doença as plaquetas eram 1.000. Dizem que sou um milagre. Os medicamentos deram certo e estou levando uma vida normal.

Qual medicamento a senhora usou? Meu pai está fazendo o tratamento e a hemoglobina está demorando pra subir. Estou muito preocupada.

Oi amigo boa noite!! Quais foram os medicamentos que vc tomou pelo que eu pude ver ai no seu comentário a sua aplasia era severa correto?

Boa noite pessoal.
Descobri em janeiro que tenho aplasia é pequenos clones HPN. Porém levo uma vida normal (até mesmo antes de descobrir aplasia). A médica pediu a biópsia devido às minhas plaquetas estarem caindo sem motivo.
Porém não faço nenhum tratamento ainda, a médica disse que o tratamento é muito agressivo. Que os meus níveis estão baixos, porém ainda são consideráveis. Pois não me queixo de nada.
Faço exame de sangue 1x por mês.
Minha celuraridade está em -3.
Ela disse que não sabe explicar o porquê de eu não sentir nada, fico um pouco cansada com pequenos esforços, algumas dores no baço e estou com alguns hematomas.
Fora isso mais nada, ela disse que pelo resultado da biópsia era pra eu estar péssima, fiz o exame 2x, pois a minha medula quase não tem líquido.
Mais alguém que se enquadra aqui?
Fico perdida, pra mim é tão novo
Não sei o que fazer, se troco de hemato. Se sigo o que a médica tá falando. Pelo o que vi essa doença é perigosa

Olá, o meu também foi exatamente assim, descobrir em dezembro de 2016 quando eu tinha 18 anos. Não apresentava nenhum sintoma, somente dor de cabeça e tinha hematomas e achava que era por conta de exercícios físicos. Minha plaqueta chegou a menos de 6 mil, e se me olhasse ngm dizia que eu tava com alguma coisa pq estava com a aparência normal. Graças a Deus descobrir a tempo pois meu médico disse que se eu tivesse demorado mais teria morrido.

Olá boa tarde, faço tratamento para anemia hemolítica autoimune tem 5 anos, estou aguardando uma cirurgia de esplenectomia tem 1 ano, porém meu médico diz que não existe outros tratamentos se não for medicamentosa ou cirúrgica, mas eu quero saber se é verdade, pois quando estou mal ela me impossibilita de fazer muitas coisas, já sou casada e o meu desejo é viver normalmente e cuidar melhor dos meus afazeres domésticos sem aquele mal estar de sempre, é muito constrangedor pedir para o esposo ou pais para cuidar da casa por mim quando não posso, os medicamentos mudaram muito meu corpo, meu psicologico já está muito abalado, o sentimento de impotência e inutilidade é muito grande, pois não consigo arrumar nem emprego para viver um pouco ‘normal’ e esquecer esse problema.
Peço ajuda de vcs para mais tratamentos.
Obrigada.

Eu tenho Alfa talacemia
E celulas nor mixiricas e normocromicas. Como tratar isto?

Descobri Aplasia anêmica a mas ou menos 5 meses , comecei a tomar os remédios para o tratamento a 2 meses e no começo dos remédio minhas plaquetas subiram agora está baixando , pode ser algo grave ?

Boa noite meu exame de sangue de hemacias normociticas e normocronicas devo me preocupar com isso ou nao?

Ola pessoa tenho 31 anos e trato de aplasia de medula já 11 anos hc Goiânia
Em 2009 descobri chegou a 12.000 as plaquetas.
Entrei tratamento Gal. E ciclosporina e predicolona.
Hoje minha plaquetas barra 50 a 70 mil . Só faz exames 3 em 3 meses. Ainda tem risco piorar ??

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