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Linfoma de Waldenstrom: o que é, sintomas e tratamentos

Célula De Macroglobulinemia De Waldenstrom
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As terapias disponíveis atualmente permitem controlar a doença com eficiência e oferecer uma boa sobrevida para o paciente

Escrito por:

Natália Mancini

O linfoma de Waldenstrom, também chamado de macroglobulinemia de Waldenstrom, é um câncer que acontece nos linfócitos B, é indolente, ou seja, tem evolução lenta e é um subtipo do linfoma não-Hodgkin. Ele representa cerca de 6% de todos os linfomas, acomete mais homens que mulheres e a mediana de idade ao diagnóstico é de 60 anos. Apesar de possuir diversas possibilidades de tratamentos eficazes, ainda não é uma doença curável. Portanto, o objetivo da terapia é fazer um controle duradouro da neoplasia e oferecer uma boa qualidade de vida para o paciente.

O Dr. Otávio Baiocchi, oncologista especialista em linfomas, professor da Escola Paulista de Medicina/UNIFESP, explica que os linfócitos B maduros comprometidos pela doença têm a capacidade de produzir imunoglobulina M (IgM) de maneira descontrolada.

“Tanto o acúmulo destas células doentes quanto o aumento gradual de IgM no sangue são responsáveis pelos sinais e sintomas desta doença rara”, pontua.

Sintomas de linfoma não-Hodgkin:

De acordo com o especialista, os principais sintomas do linfoma de Waldenstrom são:

  • Fadiga
  • Sudorese noturna importante
  • Perda de peso
  • Cefaleia (dor de cabeça)
  • Turvação visual 
  • Neuropatia periférica
Homem De Meia Idade Com Dor De Cabeça

“Ocasionalmente, a pessoa pode manifestar dor e perda de força muscular. Outros sintomas menos frequentes são dor óssea, febre baixa e intermitente e inapetência ou diminuição do apetite”, o Dr. Baiocchi alerta.

Havendo a presença de alguns desses sintomas, faz-se uma avaliação para identificar se há alterações relacionadas e esse linfoma no hemograma e na biópsia de medula óssea. Por exemplo, o aumento de IgM e acúmulo de linfócitos B doentes.

Leia também:

Tratamento do linfoma de Waldenstrom

Por ser um câncer indolente, nem todos os pacientes precisarão iniciar o tratamento medicamentoso no momento do diagnóstico. Para aqueles que necessitam, ou que devido à evolução da doença passam a necessitar, é realizada imunoterapia com ou sem quimioterapia.

O oncologista afirma que cabe ao médico responsável pelo paciente decidir qual o melhor caminho a seguir: tratar logo assim que o linfoma é diagnosticado ou esperar o melhor momento para dar início à terapia. 

Homem Ao Lado De Medicamentos Para Tratamento Do Linfoma De Waldenstrom

Ele complementa informando que os “pacientes que não apresentam sintomas, podem fazer a conduta expectante”. Ou seja, fazem apenas o acompanhamento médico periódico, mas não usam nenhum remédio. 

Quando é preciso iniciar o tratamento medicamentoso, seja logo após o diagnóstico ou no momento que o hematologista achar mais adequado, é utilizada imunoterapia (anti-CD20 ou Rituximabe)  acompanhada, ou não, de quimioterapia. O protocolo escolhido dependerá do caso.

As opções de terapias vêm aumentando, o que possibilita oferecer novas formas de tratamento variadas e eficazes. As principais são os  inibidores de Bruton, como o Ibrutinibe, inibidores de proteassoma e os agentes imunomoduladores.

“Trata-se de uma doença ainda incurável na grande maioria das vezes, pois tem a característica de retorno da doença após alguns anos de tratamento. Mas como falo para meus pacientes: incurabilidade não é sentença de morte, hoje temos disponíveis várias modalidades de tratamento. Assim, a chance de um controle excelente e duradoura para esta doença é viável e é o nosso objetivo principal do tratamento”, conclui o Dr. Otávio Baiocchi. 


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Natália Mancini

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