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Mieloma múltiplo e obesidade estão interligados

Mieloma Múltiplo E Obesidade Estão Interligados
.Geralmente diagnosticado em idosos, este tipo de câncer tem sintomas como anemia, dores nas costas e fraturas ósseas

Geralmente diagnosticado em idosos, este tipo de câncer tem sintomas como anemia, dores nas costas e fraturas ósseas

Por Natália Mancini

Muitas vezes assintomático, outras com sintomas tidos como “normais” na terceira idade. O mieloma múltiplo costuma ser diagnosticado em pessoas com mais de 60 anos e tem a obesidade como importante fator de risco.

Assim como os outros cânceres do sangue, o mieloma se desenvolve na medula óssea. Nela são produzidas todas as células sanguíneas: glóbulos vermelhos, responsáveis pela oxigenação do organismo, glóbulos brancos, que defendem o corpo contra bactérias e infecções, e as plaquetas, encarregadas por evitar hemorragias.

O mieloma múltiplo acontece quando, no momento em que um tipo de glóbulo branco, os linfócitos B, se diferenciam e se tornam plasmócitos, ocorre uma mutação genética (erro) que faz com que plasmóticos anormais passem a ser desenvolvidos.

A doença representa cerca de 10% dos cânceres hematológicos. São diagnosticados cerca de 7 mil novos pacientes por ano no Brasil. Normalmente, ele é assintomático e afeta tanto homens quanto mulheres com mais de 60 anos.

De acordo com o Dr. Breno Gusmão, hematologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, ainda não se sabe o porquê de seu desenvolvimento.

“Não existe uma explicação do porquê um mieloma se desenvolve. Primeiramente, ele foi relacionado com a exposição a pesticidas, irradiações e, recentemente, foi demonstrado que a obesidade também é um fator de risco. Ela provoca um estado de inflamação crônica no organismo do paciente, facilitando as alterações e mutações genéticas que podem levar ao mieloma”, disse.

De acordo com o Inca, o sobrepeso é um fator de risco para os quatro tipos de câncer mais incidentes em homens (próstata, pulmão, colorretal, entre outros). E para os seis mais em mulheres (corpo uterino, mama, estômago). 13 em cada 100 casos de câncer no Brasil estão atribuídos somente a esse fator.

“Não é que um alimento possa causar o câncer. Mas uma boa alimentação, com ingestão de pão integral e frutas, pode ajudar a prevenir”, salienta o Dr. Breno.

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Os sintomas do mieloma múltiplo

Como vimos, muitas vezes o mieloma é assintomático, ou seja, o paciente não apresenta nenhum sinal da doença e só descobre durante exames para investigar outros problemas de saúde ou durante check-ups. Entretanto, o Dr. Gusmão diz ser possível que o paciente sinta dor e fraturas óssea, cansaço, insuficiência renal e também apresente infecções recorrentes.

Sim, se você pensou que esses sintomas remetem a outras doenças da terceira idade, você não é o único. Em uma pesquisa feita pela Abrale, 37% dos pacientes passou por vários outros especialistas antes do diagnóstico. Além disso, 20% teve o diagnóstico inconclusivo inicialmente, podendo levar até um ano para chegar ao definitivo (29%).

Então, um sinal para ficar alerta é a anemia. Apesar do que se acredita, ela não é algo que vem “naturalmente” com a idade. Na maioria dos casos, ela é sinal de alguma disfunção e precisa ser investigada.

Portanto, pessoas que tenham mais de 60 anos, que estejam com anemia, dores ósseas (principalmente na coluna), e sofram com fraturas ósseas, frequentes infecções bacterianas e insuficiência renal, devem ficar atentas à possibilidade de estarem com mieloma e devem procurar um hematologista o mais rápido possível.

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Diagnóstico precoce é fundamental

O Dr. Breno explica que diante de um paciente com suspeita de mieloma, é pedido uma eletroforese de proteínas no sangue para encontrar a proteína M – muito comum aos pacientes.

“Após isso, é realizado um mielograma e uma biópsia de medula. Caso esses exames detectarem mais de 10% de plasmócitos na medula óssea, é confirmado o diagnóstico de mieloma múltiplo”,

Outros exames que também podem ser pedidos são os de imagem como a radiografia óssea, tomografia computadorizada, PET Scan e ressonância magnética, para verificar alterações nos ossos e também a presença dos plasmócitos no corpo.

Além destes, podem ser utilizados exames de imunohistoquímica, imunofenotipagem, citogenética (cariótipo) e hibridização fluorescente in situ (FISH). Eles que são capazes de encontrar uma única célula com câncer entre milhares de células normais.

O que esperar do tratamento

Hoje, são diversos os tipos de tratamento disponíveis para pacientes de mieloma múltiplo. “Eles podem ser tratados com quimioterápicos convencionais, modernos, como inibidores do proteossoma, imunomoduladores, anticorpos monoclonais. Além do transplante de medula e radioterapia em alguns casos selecionados”, explica o Dr. Gusmão.

Os pacientes são divididos em três grupos: candidatos ao transplante de medula óssea autólogo (quando a medula vem do próprio paciente), os não candidatos ao transplante de medula óssea autólogo e os que fazem o tratamento focado na doença óssea.

Dentre os efeitos colaterais mais comuns está a neuropatia. Uma reação do corpo que pode causar formigamento pelo corpo ou problemas neurológicos e musculares. “O uso de determinados remédios podem causar a neuropatia e o nosso principal papel é diagnosticá-la precocemente, para ajuste de tratamento e alívio de sintomas”, ressalta o Dr. Breno.

Por enquanto, não há a cura definitiva para o mieloma múltiplo, mas com as opções de tratamento é possível manter uma boa qualidade de vida.

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ALEXANDRA CANDIDA DA FONSECA PEREIRA
3 dias atrás

Fui diagnósticada aos 44 anos, nove 3, 75% dos ossos afetados fiz o transplante autólogo. E agora não aguento de dor nos ossos, articulações, e músculos, ex: braço. Doe o cutuvelo p pegar um prato e o braço. Dolorido. O corpo todo . Meu nome Alexandra Candida Fonseca de Bataguassu MS

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