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Tumor benigno e cânceres hematológicos. Há ligação entre eles?

Tumor Benigno E Cânceres Hematológicos. Há Ligação Entre Eles?

Tumores benignos, normalmente, não precisam de tratamento. Porém, eles não devem ser confundidos com cânceres hematológicos de progressão lenta

Por Natália Mancini

Tumor é todo e qualquer crescimento desordenado de células, porém nem todo crescimento irregular é maligno. Existem aqueles que somente precisam de acompanhamento médico, os benignos, enquanto que em outros, os malignos, o tratamento é essencial para combater a doença.  Entretanto, não necessariamente todos os cânceres que não precisam de tratamento são benignos, como a leucemia linfoide crônica (LLC) e os linfomas indolentes, por exemplo.

O Dr. Daniel Tabak, onco-hematologista do Centro de Tratamento Oncológico (Centron), explica que “os tumores benignos, de modo geral, não se disseminam, ficam localizados e crescem lentamente. Já os malignos podem se espalhar e crescem rapidamente”.

Isso acontece porque as células do benigno não são capazes de invadir os vasos sanguíneos ou os linfonodos do paciente. Dessa forma, é difícil que essas células doentes atinjam locais do corpo que estão distantes. Diferentemente das células dos tumores malignos, que conseguem se infiltrar e chegar em outros áreas.

Quanto ao diagnóstico, os métodos são basicamente os mesmos para os dois tipos da doença. Por meio de uma ressonância magnética ou tomografia, é possível descobrir a malignidade da doença ao analisar se a massa é vascularizada. Entretanto, a maneira mais eficaz de chegar a uma resposta é realizando uma biópsia.

“É importante que essa biópsia seja bem abrangente, que os tecidos vizinhos próximos sejam removidos. Ou seja, são adquiridas margens seguras para garantir que não existam células doentes próximas desse tecido benigno”, diz o Dr. Tabak.

TUMOR BENIGNO tratamento

https://revista.abrale.org.br/cancer-hereditario-e-transmissivel/Só será necessário realizar algum tipo de tratamento caso o tumor esteja causando problema local devido à pressão. Isto é, caso as células doentes estejam comprimindo o tecido saudável vizinho. Além disso, elas podem secretar alguma substância no corpo com potencial de causar um problema sistêmico no paciente.

“Um bom exemplo é o meningioma intracerebral, que pode causar sintomas. Os principais são convulsões, determinadas pela irritação que o tumor causa nos tecidos vizinhos e a paralisia dos nervos cranianos, resultantes da pressão. Entretanto, frequentemente, o crescimento é tão lento que o tumor não determina nenhum efeito que mereça ser tratado cirurgicamente. Embora, eventualmente, aconteça uma condição necessária”, conta o médico.

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Não existe nenhuma associação clara entre os fatores de risco normalmente relacionados com o câncer, como obesidade, tabagismo e alimentação, com os tumores benignos.

O Dr. Tabak explica que, geralmente, eles estão ligados com síndromes hereditárias caracterizadas por alterações genéticas.

“Por exemplo, a polipose familiar, que é uma síndrome associada com câncer. Ela está ligada especificamente com a mutação de um determinado gene chamado APC e se caracteriza pela presença de múltiplos pólipos adenomatosos em todo o reto. Inicialmente, eles não apresentam ameaça, entretanto a tendência posterior é evoluírem para um tumor maligno”.

Tumor benigno pode evoluir para maligno?

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Existem alguns tipos que podem sim passar de benigno para maligno – daí a importância de realizar acompanhamento médico periodicamente. Isso acontece porque, inicialmente, eles não apresentam mutações genéticas que são responsáveis pela disseminação da doença no corpo. Entretanto, podem evoluir para lesões pré-malignas.

Os adenomas de intestino são um ótimo exemplo dessa situação. Eles são, basicamente, locais. Mas esse tumor benigno pode se transformar em lesões pré-malignas e, posteriormente, em tecido maligno.

A LLC e os linfomas indolentes podem ser considerados benignos?

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No caso da LLC, a maioria dos pacientes descobrem a doença e entram no watch and wait, acompanhamento sem tratamento.  Entretanto, como ela é causada devido a vários tipos de mutações genéticas, a doença pode evoluir interferindo na hematopoiese, maturação das células sanguíneas. Como consequência, o paciente apresenta queda das plaquetas, anemia e, às vezes, aumento dos gânglios.

O mesmo acontece com os linfomas indolentes, como o linfoma folicular. Eles frequentemente não provocam nenhum sintoma, entretanto, se o aumento do gânglio se torna maior, podem causar febre, suor noturno e emagrecimento. Dessa forma, seria necessário entrar com um tratamento propriamente dito.

“Ou seja, eles não devem ser considerados como tumores benignos, porque de acordo com a evolução, muitas vezes com alterações nos cromossomos adquiridas, eles vão precisar ser tratados”, finaliza o Dr. Daniel Tabak

 

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Maria da Gloria
6 meses atrás

Muito bom

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