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Quem é otimista, vive mais

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Não estamos falando de autoajuda, mas de um estudo que prova a afirmação acima

Um estudo da Universidade de Berkeley, nos EUA, garante que pessoas otimistas vivem mais. De acordo com o estudo, segredo para uma vida longa não está apenas relacionado com o que comemos ou quanto nos exercitamos, mas sobre o quanto otimistas somos.

Quem nunca se deparou com uma dessas histórias de pessoas que tocaram a vida sem regras, sem cuidados e chegaram a idades avançadas (mais de 90 anos), até centenárias? Já parou para pensar o que elas tinham em comum? A alegria de viver, característica marcante desse tipo de gente, na verdade, é fruto de outro fator que leva a ela: o otimismo. A certeza de que teremos o melhor para própria vida e a esperança de que tudo vai dar certo. Ah, vai, mas quem disse que querer é poder? De fato, não é, mas desejar e acreditar faz toda a diferença.

Os pesquisadores  da Universidade de Berkeley examinaram casos a longo prazo, com mais de 70 mil pessoas. Todos os grupos relataram o quão otimistas estavam: se esperavam que coisas boas ou ruins acontecessem com eles no futuro, e se eles se sentiam no controle de aspectos importantes de suas vidas. As mulheres tinham, em média, 70 anos e foram acompanhadas por 10 anos; os homens tinham, em média, 62 anos e foram acompanhados por 30 anos.

Quem ainda estava vivo no final do estudo? O mais otimista sobreviveu 15% mais do que o menos otimista.

Padrões semelhantes se mantiveram mesmo depois de levar em conta outros fatores que poderiam ter influenciado seu otimismo e sua sobrevivência, como seu status socioeconômico e, atenção, quão saudáveis eles eram – ou estavam. “O otimismo pode ser um recurso psicossocial importante na promoção do envelhecimento saudável”, concluem os pesquisadores.

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Por que, afinal, o otimismo é uma habilidade de sobrevivência? Porque nos motiva a cuidar melhor de nós mesmos. “Indivíduos otimistas tendem a ter objetivos e a confiança para alcançá-los. Assim, o otimismo pode fomentar hábitos que também promovam a saúde”, diz a pesquisa. Em outras palavras, os otimistas ficam mais engajados no autodesenvolvimento e ganham força para enfrentar os obstáculos que encontram no caminho, sim, para buscar ter uma saúde melhor.

Sabe quando o nosso copo está meio cheio (e sabemos como isso é comum, quando lidamos com dificuldades)? Nesses momentos, o otimismo nos ajuda a lidar melhor com o estresse e com as emoções negativas. Ao evitarmos a irritação, evitamos o comprometimento da saúde. E isso é fato, está comprovado. Durante os estudos, por exemplo, as pessoas otimistas pareciam mais saudáveis, não só no convívio mas também em testes biológicos.

Você não ficou muito otimista com as informações acima? Humm, pode ser o seu pessimismo automático falando. Aí, a boa notícia: otimismo é algo que podemos cultivar. Seja praticando a gratidão, imaginando o nosso “eu melhor possível” e, claro, buscando apoio psicológico para isso.

No final das contas, o objetivo é fazer do otimismo um estado de espírito e viver muito feliz para viver mais.


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Escrito por:

Revista Abrale

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