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Segunda opinião médica é um direito do paciente

Segunda Opinião Médica é Um Direito Do Paciente

Procurar outro diagnóstico pode ser benéfico tanto para os pacientes, mas também para os médicos

Quem afirma isso é o Dr. Nelson Hamerschlak, coordenadora da Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein e membro do Comitê Científico Médico da Abrale.

Ele explica que não só é direito do indivíduo procurar uma segunda opinião, como muitas vezes ele deve ser orientado para isso. Ouvir opiniões é sempre muito importante, e o médico não só pode como deve orientar seu paciente nesse sentido. Além disso, em muitos casos, até, é o próprio médico que procura um colega. “Os bons médicos não se sentem melindrados. Têm maturidade para isso”, diz Dr. Nelson.

O que não pode acontecer é o paciente querer se tornar “médico dele mesmo”, confundindo tudo, escolhendo as informações que mais lhe convêm. “Sugiro que o paciente procure uma segunda opinião, depois volte a falar com seu médico e, juntos, tomem uma decisão – que sempre deve ser compartilhada”, opina o médico. 

“Dentro do mesmo tipo de doença, são várias opções de tratamento, e todos os aspectos precisam ser discutidos. Do mesmo modo, devem ser levados em conta fatores emocionais, culturais, até financeiros”.

É fundamental, segundo o hematologista, que exista um médico no qual o paciente tenha confiança. Procurar outras opiniões não é ficar pulando de um médico para outro, atrás de ouvir aquele que mais agradar.

Saber filtrar os dados é importante

“Devemos enriquecer ao máximo nosso quadro de informações. Hoje, além de uma segunda opinião médica, há muita coisa ao alcance de todos. A internet nos traz ao consultório pacientes cheios de informação. O que, na minha opinião, é muito positivo – mas desde que ele saiba filtrar os dados. Desse modo, o paciente deve, sim, levar a seu médico as informações ouvidas de um segundo profissional ou mesmo aquilo que leu. Mas para ser orientado, nunca para tomar decisões por si próprio”.

O Dr. Hamerschlak destaca outro ponto importante: “o médico não deve se conformar e dizer ‘aqui onde moro não tenho o melhor tratamento ao meu alcance’, ou ‘não ´posso fazer nada aqui com o que me é oferecido’. Isso chega a ser imoral, antiético. O paciente tem direito ao melhor tratamento para sua doença, more onde for. É dever do médico se mexer junto com ele, indo atrás do que existe de melhor quanto ao tratamento”.

Sobre a procura, para uma segunda opinião, de um médico de mais idade, o hematologista lembra que a questão não é etária. “Há médicos jovens trabalhando comigo que são muito empenhados, têm muitas informações. Por isso, essa história de ‘ter mais cancha’ é muito relativa. Não é uma forma de medir conhecimento”.

De toda forma, a vivência do médico também pode ajudar na interpretação dos resultados de um exame, na observação do paciente como um todo. Mesmo porque o diagnóstico, como o Dr. Nelson afirma, deve ser feito a partir de um conjunto de informações que faz sentido para o profissional – história clínica, exame físico e exames laboratoriais e de imagem do paciente.

O que diz o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp):

“ Segunda opinião médica: direito de procurar uma segunda opinião ou parecer de um outro médico sobre o seu estado de saúde.”

Mas também é importante saber que:

“Informação: o paciente deve receber informações claras, objetivas e compreensíveis sobre hipóteses diagnósticas; diagnósticos realizados; exames solicitados; ações terapêuticas, riscos, benefícios e inconvenientes das medidas propostas e duração prevista do tratamento. No caso de procedimentos diagnósticos e terapêuticos invasivos, deve ser informado sobre a necessidade ou não de anestesia; o tipo de anestesia a ser aplicada; o instrumental a ser utilizado; as partes do corpo afetadas; os efeitos colaterais; os riscos e as consequências indesejáveis e a duração esperada do procedimento; os exames e as condutas a que será submetido; a finalidade dos materiais coletados para exame; as alternativas de diagnósticos e terapêuticas existentes, no serviço onde está sendo realizado o atendimento ou em outros serviços, além do que mais julgar necessário”.

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