Saiba como funciona o programa de voluntariado da Abrale

Com o programa de voluntariado, associação consegue alcançar mais pacientes e famílias e multiplicar seu impacto
No dia 28 de agosto comemora-se o Dia Nacional do Voluntariado no Brasil. O trabalho voluntário é toda atividade feita de forma livre, espontânea e sem remuneração, em que uma pessoa doa seu tempo, habilidades ou conhecimentos para ajudar outras pessoas, instituições ou causas sociais. A essência do voluntariado é a solidariedade.
Ana Paula Oliveira, voluntária da Abrale, sente que “o trabalho voluntário é uma forma valiosa de crescer como profissional e como pessoa. É gratificante contribuir para a qualidade de vida dos pacientes e fazer parte de uma rede que busca transformar a história do câncer no Brasil”.
Oliveira é voluntária do Comitê de Fisioterapia da Abrale há 13 anos. “Conheci a Abrale por meio de uma colega que me convidou para fazer parte do Comitê de Fisioterapia. Logo me apaixonei pelo trabalho sério e pela diversidade de ações realizadas pela associação”, conta.
Como coordenadora do Comitê de Fisioterapia, Oliveira realiza ações de educação e capacitação de outros profissionais sobre fisioterapia focada em Oncologia. “Capacitamos centenas de fisioterapeutas pelo projeto Onco Ensino e buscamos constantemente novas formas de levar nosso conhecimento para alcançar cada vez mais pessoas”, afirma.
A fisioterapeuta comenta que decidiu realizar trabalho voluntário porque viu “a oportunidade de ajudar na divulgação da especialidade da fisioterapia em Oncologia, para que mais pessoas tenham acesso a esse conhecimento e aos profissionais da área, melhorando a qualidade de vida em todas as fases do tratamento oncológico”.

Dados da última Pesquisa de Voluntariado no Brasil, realizada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e pelo Datafolha, mostraram que 56% da população adulta diz fazer ou já ter feito alguma atividade voluntária na vida. O estudo foi feito em 2021 e é atualizado a cada 10 anos.
Em comparação com os outros anos da pesquisa, o número de pessoas envolvidas com o voluntariado aumentou. Em 2011, 25% da população havia feito ou fazia atividades voluntárias e, em 2001, somente 18%.
O número de horas gastas com essas atividades também cresceu. Em 2011, as pessoas dedicavam, em média, cinco horas mensais ao voluntariado. Em 2021, esse número passou para 18 horas mensais, em média.
No momento da pesquisa, 34% dos participantes eram voluntários ativos, o que representa 57 milhões de brasileiros. 74% dos entrevistados ainda afirmaram que a principal motivação para realizar atividades voluntárias é a solidariedade.
O voluntariado na Abrale
Elizabeth Negreiros, gerente de voluntariado da Abrale e Abrasta, ressalta que os voluntários permitem que as instituições alcancem mais pacientes e famílias e multipliquem seus impactos. “Cada voluntário traz não apenas seu tempo, mas também carinho, presença e esperança, tornando nossa rede de apoio mais acolhedora e transformadora. É graças a essa dedicação que mostramos todos os dias que ninguém precisa enfrentar essa jornada sozinho”, comenta.
Na associação, são diferentes formas de ajudar: participar de ações de conscientização e eventos; segunda opinião médica e multiprofissional, e também apoio dos especialistas na revisão de conteúdos; apoio jurídico e psicológico; dentre outros.
Às pessoas que pensam em voluntariar, Oliveira destaca que “vale muito a pena. Dedicar parte do seu tempo a um projeto sério é investir na construção de um sistema de saúde mais justo e acessível”. Para ela, o voluntariado é uma forma concreta de ajudar o maior número de pessoas possível.
Uma das entrevistas quantitativas da Pesquisa de Voluntariado no Brasil conversou individualmente com pessoas de 16 anos ou mais que fazem ou não atividades voluntárias, em pontos de fluxo populacional de abrangência nacional. (2.086 pessoas, a margem de erro máxima para o total das amostras é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%).
Já a segunda, realizou entrevistas pessoais, individuais e específicas com voluntários – pessoas que fazem ou já fizeram alguma atividade voluntária, com 16 anos ou mais, realizadas em pontos de fluxo populacional, distribuídos em oito capitais brasileiras: Brasília, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. (1.556 voluntários, a margem de erro máxima para o total das amostras é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro do nível de confiança de 95%).
Ana Paula faz isso com esplendor, mostrando que ser voluntário é transformar vidas com gestos simples e plantar esperança no mundo.