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Qual a chance de cura da leucemia com a terapia CAR-T?

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Estudos brasileiros podem diminuir o custo do CAR-T para tratar câncer do sangue, como as leucemias.

Escrito por: Juliana Matias

Em dezembro de 2025, o Brasil realizou a primeira terapia CAR-T 100% nacional em estudo financiado pelo SUS. A pesquisa foi realizada com pacientes de leucemias e linfomas e registrou 72% de remissão completa do câncer. Mas como funciona a chance de cura da leucemia utilizando a terapia CAR-T?

O que é a terapia CAR-T?

A terapia com CAR-T Cell utiliza os linfócitos T (células de defesa) do próprio paciente. Elas são retiradas, por meio de uma máquina de aférese, e modificadas para que se liguem às células cancerígenas e as destruam.

Atualmente, a modificação das células por terapia biogênica ainda não é feita no Brasil, por isso, após a retirada, leva cerca de dois meses para que os linfócitos T possam ser infundidos no paciente.

O que influencia no prognóstico do CAR-T? 

Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo Cancer Center, explica que o prognóstico do CAR-T no tratamento de leucemias é influenciado pelas características biológicas de cada doença. “Ou seja, alguns fatores heterogenéticos e moleculares, assim como também o número de linhas prévias que esse paciente já recebeu e em que condições clínicas ele está indo fazer o CAR-T”, informa.

Outro fator que, segundo Schmidt, impacta no prognóstico é o tempo em que o paciente permanece sem produzir algumas células do sangue responsáveis pelo combate de infecções. Para a aplicação da terapia CAR-T, o paciente precisa realizar uma quimioterapia que reduz a contagem de alguns tipos de células do sangue. Posteriormente, a pessoa volta a produzir os elementos do sangue que foram reduzidos pela quimioterapia. 

Conforme o hematologista, o tempo em que a pessoa fica sem produzir um tipo de glóbulo branco influencia no prognóstico já que ela “fica mais tempo com necessidade de transfusão de hemocomponentes e mais tempo suscetível a infecções”, conta. Ou seja, uma retomada mais rápida da produção de elementos sanguíneos pode significar um prognóstico mais positivo. 

Schmidt frisa que a janela de tempo para o retorno da produção dessas células após o tratamento é entre um e três meses.

E se o CAR-T não der certo para a leucemia?

O hematologista afirma que, caso a leucemia retorne após o CAR-T, é preciso avaliar a possibilidade de um transplante de medula óssea (TMO). Caso o paciente já tenha realizado o tratamento, pode ser pensado um segundo transplante e outras estratégias atreladas à ele.

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