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Tratamentos para púrpura trombocitopênica idiopática: efeitos colaterais

Tratamentos Para Púrpura Trombocitopênica Idiopática: Efeitos Colaterais

Uma das principais opções terapêuticas  para essa doença são os corticoides, conhecidos por causar uma série de efeitos colaterais. Na maior parte dos casos é possível amenizá-los

Por Natália Mancini

Dentre os possíveis tratamentos para púrpura trombocitopênica idiopática (PTI) está o uso de medicamentos, principalmente, os corticosteroides, também conhecidos por corticoides, e a retirada do baço, chamada de esplenectomia. Ainda é possível que o paciente precise somente de acompanhamento médico, caso não apresente sintomas. Entretanto, uma pesquisa realizada pela Abrale com 207 pessoas com PTI mostrou que, daquelas que utilizam algum método terapêutico, 80% afirmou ter apresentado algum efeito colateral. Sendo que os principais foram: aumento de peso (16%), alteração de humor (14%), cansaço (13%) e dor muscular (11%).

A PTI acontece quando o sistema imunológico, responsável pela defesa do corpo, passa a trabalhar exageradamente. Dessa forma, passa a produzir anticorpos que não só combatem as infecções, mas que também atacam as plaquetas. Por isso ela é considerada uma doença autoimune, ou seja, quando o organismo passa a atacar ele mesmo. 

Apesar de poder atingir qualquer pessoa, a púrpura trombocitopênica idiopática é considerada como rara e afeta, majoritariamente, mulheres. Além disso, ela não é contagiosa, isto é, não é possível pegá-la de alguém, nem hereditária, não é transmitida de pai/mãe para filho(a).

Devido ao ataque que acontece contra as plaquetas, responsáveis pela coagulação do sangue, há uma queda na contagem desse componente sanguíneo, chamada de plaquetopenia. Como resultado, os sintomas de PTI costumam ser: 

  • presença de petéquias, que são pontos avermelhados na pele, semelhantes às sardas
  • hematomas espontâneos
  • sangramentos persistentes, como menstruação intensa, sangramento intenso do nariz e dentro da boca ou presença de sangue na urina ou fezes

Tratamentos para púrpura trombocitopênica idiopática

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A possibilidade de realizar a esplenectomia acontece porque o baço é um dos locais onde há uma grande quantidade das células que destroem as plaquetas, chamadas de macrófagos. Porém, ela não é recomendada para todos os casos, é preciso avaliar cada paciente individualmente.

Já no caso da terapia medicamentosa, os corticoides são os remédios mais utilizados no tratamento de primeira linha. Eles, normalmente, são administrados juntamente com Predsin, Calcort e Decadron. 64% dos pacientes entrevistados pela Abrale disseram ter realizado esse protocolo e 28% apontaram não ter melhorado com o primeiro tratamento. Como segunda linha, 25% utilizou a imunoglobulina intravenosa, que diminui ou detêm a perda de plaquetas.

Efeitos colaterais dos tratamentos para púrpura trombocitopênica idiopática

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“Geralmente os corticoides são os que mais frequentemente provocam efeitos adversos, que serão mais intensos quanto maior a dose e o tempo de uso”, diz.

Para aquelas pessoas que são submetidas à retirada do baço, as reações adversas mais comuns estão relacionadas à cirurgia. Por exemplo, leve dor abdominal após o procedimento e uma pequena cicatriz, se  ele for realizado por laparoscopia.

“Os maiores temores são infecção grave e trombose, porém com os devidos cuidados, estes são raros”, a doutora informa.

Enquanto que, os efeitos colaterais do corticoide mais comuns são: edema, face de lua, hipertensão arterial, diabetes, cãibras, insônia, nervosismo e ganho de peso. Reforçando os resultados obtidos pela pesquisa da Abrale.

Em relação ao aumento de peso, a Drª. Ana Clara conta que ele acontece por diversas razões diretamente relacionadas à medicação. “Com aumento da fome e, consequentemente, da ingestão alimentar, há maior retenção de sódio que leva a maior inchaço e aumento de acúmulo de gordura. ”

Além disso, a pesquisa ainda mostrou que 23% das pessoas afirmaram terem alterado seus hábitos alimentares durante o tratamento da PTI. Dessa forma, a especialista fala que é possível que esses novos hábitos também estejam relacionados com o aumento do peso.

Como forma de evitar ou amenizar essa reação adversa, a Drª. Ana Clara recomenda restringir o consumo de sal e açúcar da dieta, além de realizar atividades físicas. “Mas, certamente, o mais importante será usar a menor dose possível pelo menor tempo possível”, ela ressalta. 

Alterações de humor

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“Nem sempre [é possível amenizar ou evitar as alterações de humor], pois depende da sensibilidade individual. Manter boa rede de apoio, e bons hábitos podem auxiliar em alguma medida”, a Drª. Ana Clara orienta.

Cansaço

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Outro achado da pesquisa feita pela Abrale é que 23% dos pacientes deixaram de praticar atividade física e isso também pode estar relacionado com o cansaço.

A hematologista diz que “muitos fatores podem estar envolvidos. Sendo um deles, a própria plaquetopenia, que impede algumas atividades de maior risco de sangramento. Outro fator é o próprio adoecimento. ”

É possível que retomar os exercícios auxilie na redução do cansaço, mas, para isso, é necessário vencer a fadiga inicial.

“Atividade física ajuda todo mundo, mesmo pessoas que não têm PTI. Acho que saber que ajudará a passar melhor pelo tratamento é uma ideia que pode auxiliar”, a médica orienta. 

É necessário porém, praticar atividades que não apresentem risco de trauma ou queda, como caminhada, hidroginástica e yoga

“Uma vez que a pessoa se adapta ao diagnóstico e entende a doença é importante manter dieta saudável e atividade física”, a Drª. Ana Claudia Kneese finaliza.

 

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