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Se a recidiva vier, tente outra vez

Se A Recidiva Vier, Tente Outra Vez

Se a recidiva vier, não desanime! Há desafios no caminho, mas você pode desbravá-los e superá-los

Por Mariana Cavalcante, psicóloga da Abrale

No início do tratamento oncológico, o médico define o melhor protocolo para o paciente: explica como será, qual a previsão de término, as possíveis intercorrências, entre outros aspectos.

Assim, o médico se torna um “guia do caminho a ser percorrido”. Ao paciente, então, cabe o papel de “desbravador”, descobrindo a cada dia novas maneiras de lidar com tudo o que está acontecendo.

Esta estrada pode ter vários desafios: alguns maiores, outros mais difíceis. Ao longo do caminho há perdas e conquistas, enfrentamentos e superações, prejuízos e ganhos, porém, o maior anseio é chegar ao fim com muita saúde e pronto para retomar a vida normal.

Mas esse momento tão esperado da cura e da alta médica pode eventualmente ser atravessado por uma notícia de recidiva, ou seja, quando a doença retorna. E nesse momento é preciso repensar o tratamento.

“Vou ter que enfrentar tudo de novo?”

Esse questionamento vem logo à mente do paciente ao receber a notícia de que precisará retomar o papel de “desbravador”. A recidiva tem um forte impacto tanto para o paciente, quanto para os seus familiares. Além do retorno da rotina hospitalar, a angústia e o medo reaparecem. Ao mesmo tempo, remete às experiências vividas no diagnóstico, porém com mais intensidade. A necessidade de recomeço gera sentimentos de frustração, medo, incerteza, desesperança, que variam conforme o tratamento e o intervalo entre o fim e a retomada.

Muitas vezes, o receio da recidiva está presente nas avaliações clínicas, no momento de refazer os exames e no retorno da consulta. O assunto não é agradável, nenhum paciente quer ter sua expectativa de cura frustrada, imaginar que seus esforços foram em vão e sentir o “seu mundo desabar”. Porém, a possibilidade existe e não necessariamente é uma sentença. Nesse momento pode-se conseguir o controle da doença e ainda a cura no processo.

A notícia também traz reflexões de como a família e os amigos irão lidar com essa situação. O paciente sente-se culpado por fazer os entes queridos reviverem os mesmos sentimentos que ele está passando. Por isso é tão importante a união de todos para dar apoio e um novo significado para todo esse caminho. A esperança será retomada a partir dos vínculos e das estratégias de enfrentamento a serem tomadas.

Lembre-se: a possibilidade de cura existe, não desanime! O caminho pode ter desafios, mas você pode buscar desbravá-los e superá-los com fé e esperança.

Como dizia Raul Seixas: “Veja/Não diga que a canção está perdida/Tenha fé em Deus/Tenha fé na vida/Tente outra vez!”

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Olá sou ,meu nome é juliane sou filha de uma paciente com linfomas de não hodkin, terminamos o tratamento , com um pet negativo é depois de dois meses a doença retornou , estamos esperando ainda resultados , sobre a reicidiva muito difícil, percebo palavras de esperança mas quase , não vejo relatos de pacientes que venceram um reicidiva , é possível ainda ter uma nova remissão?

É possível sim. Meu pai também tem linfoma não hodquin, a luta é grande, mas é possível vencer. O do meu pai já retornou pela 4ª vez (num período de 8 anos) e cada vez que volta, volta diferente. A médica dele disse que ele é um dos poucos pacientes dela, que ela ja viu a reicidivar cada vez diferente uma da outra. Mas com fé em Deus, vai dar certo.. Tudo de bom para seu pai e você também!

é possivel ter uma remissão após recidiva de cancer do utero com metastase?

Oi boa tarde ,nos ajude meu esposo tem LLA Fez transplante,em novembro de 2019,e tem uma recidiva em menos de 6 meses o que fazer?

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