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Leucemia Linfoide Aguda tem cura

Leucemia Linfoide Aguda Tem Cura
Mais comum em crianças, a leucemia linfoide aguda é um câncer que pode ser combatido, com enorme chance de vitória

Mais comum em crianças, a leucemia linfoide aguda é um câncer que pode ser combatido, com enorme chance de vitória

Por Tatiane Mota

Tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea, parte do corpo responsável por produzir as células do sangue, a leucemia surge quando uma dessas células, os glóbulos brancos (responsáveis por controlar infecções), passam a se reproduzir de forma descontrolada, produzindo mais blastos, que são células muito mais jovens, do que o normal. Em nosso organismo, nós temos como componentes sanguíneos os linfócitos e os mielócitos. A Leucemia Linfoide Aguda (LLA) é desenvolvida pelo grupo dos linfócitos e em crianças num estágio menos avançado, apresenta resultados favoráveis à cura – hoje, em torno de 90%.

Pesquisas indicam que a LLA pode ter surgido da gripe

O Dr. Vicente Odone Filho, coordenador-clínico do Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci), diz que ainda não é sabido o porquê de seu surgimento. “Nós sabemos que o câncer nas crianças e nos adultos é uma doença genética e podemos considerar dois grupos grandes de genes, chamados oncogenes e supressores. Do equilíbrio deles é que vão depender as funções normais exercidas pelo organismo ou funções anormais que venham coincidir com o desenvolvimento do câncer.”

Uma pesquisa realizada na Inglaterra mostrou que ocorreu um pico no surgimento da leucemia no mesmo período em que ocorreu um aumento nos casos de gripe. Ou seja, talvez possa existir alguma relação com o vírus. Mas a causa em específico ainda não é sabida.

Atenção aos sintomas, porque é importante agir muito rápido

A LLA vem acompanhada de alguns sinais típicos, como anemia, enfraquecimento, cansaço crônico, febres, manchas roxas e sangramentos. Ficar atento a esses sinais é fundamental para que os resultados no tratamento sejam positivos.

“O Brasil tem todas as condições técnicas para realizar o tratamento da leucemia. Mas conseguir levar a todo o país esses resultados de excelência é nosso maior problema. Infelizmente, estamos muito longe de conseguir isso. Mas no diagnóstico o tempo é fundamental. Uma vez que a suspeita de leucemia seja levantada, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível. Inclusive, considero a lei dos 60 dias falha. Este é um tempo imenso. Certamente se uma criança tiver de esperar 60 dias para dar início ao tratamento, não conseguirá resistir”, afirma o Dr. Vicente.

A quimioterapia é muito eficiente contra a LLA e leva à cura em 90% dos casos

Quando os primeiros sinais surgem, é importante que um especialista em câncer do sangue, o onco-hematologista, seja procurado. A biópsia da medula óssea costuma ser o primeiro exame realizado para detectar se as células são ou não cancerígenas. Já para identificar o tipo da leucemia, será necessário fazer um exame de citogenética. Ele analisa as alterações específicas das células. Assim que confirmada a LLA, o tratamento inicial será realizado com quimioterapia.

“São inúmeros os protocolos quimioterápicos utilizados no Brasil. Todos estão inscritos no Grupo Cooperativo Brasileiro de Tratamento de Leucemias na Infância. Esse programa que já existe desde os anos 1980 e que revolucionou o tratamento da leucemia pediátrica no país, oferecendo opções terapêuticas de qualidade. Inclusive aos lugares com menos recursos”, fala o Dr. Vicente.

Sobre o transplante de medula óssea, ele é categórico: “Não é mais a primeira opção de tratamento. Ele só será indicado para os casos reconhecidamente graves, quando não há resposta ao tratamento inicial. E também em uma eventual recaída da doença. A quimioterapia realmente apresenta resultados muito significantes em grande parte dos casos. Inclusive, crianças que por dez anos não apresentam nenhuma recidiva, podem considerar que sua expectativa de vida será igual à de uma pessoa que nunca foi diagnosticada com um câncer”.

E os adultos, estão livres da LLA?

Como dito aqui, a leucemia linfoide aguda não é uma doença genética. Mas sim um mal adquirido – e não se sabe exatamente a partir do que. Nos adultos, a maior incidência é em idosos, e o tratamento, assim como os índices de cura, são os mesmos apresentados nos casos infantis. Portanto, não custa lembrar: se você tem mais de 60 anos, atenção aos sintomas – embora a LLA esteja no rol das doenças raras, assim como todo câncer do sangue.

LLA Philadelphia – Já ouviu falar?

Embora bastante raro, o paciente com leucemia linfoide aguda pode apresentar o cromossomo Philadelphia (Ph+). Uma anormalidade no DNA que apenas 3% das crianças e 25% dos adultos apresentam este defeito genético.

Para entender melhor, os cromossomos das células humanas compreendem 22 pares (numerados de 1 a 22 e dois cromossomos sexuais), num total de 46 cromossomos. Este cromossomo anormal, o Ph+, se forma pela troca de material genético entre os cromossosmos 9 e 22, levando à formação de um novo gene – o BCR-ABL.

De acordo com o Dr. Ronald Pallotta, onco-hematologista do Hospital Estadual Mário Covas, a LLA Ph+ permite uma abordagem mais específica no tratamento, que é inibir a proteína com função de tirosinoquinase, criada justamente pelo gene BCR-ABL, com medicamentos específicos.

“Claro, tratar uma leucemia aguda é difícil. Mas posso afirmar que os chamados inibidores de tirosinoquinase melhoraram muito os resultados. Tanto em adultos, quanto em crianças que apresentam o cromossomo Philadelphia, mudando em muito a expectativa de vida”, explica o médico.

Hoje, são aprovados no Brasil três inibidores de tirosinoquinase: Imatinibe, Nilotinibe e Dasatinibe.

“É importante salientar que estes medicamentos, no caso da leucemia linfoide aguda Ph+, são complementos dos protocolos de quimioterapia. Ainda não é possível utilizá-los como tratamento único, como no caso da leucemia mieloide crônica”, finaliza.

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Lúcia Helena Jayme Bueno
2 anos atrás

Hoje ás 15 hs. foi confirmado o diagnóstico de Leucemia Linfoide Crônica. Estou com 59 anos. Gostaria de saber se nessa idade a LLC tem cura?

Marco
2 anos atrás

Olá,
Meu pai foi diagnosticado com a LLA b, ele tem 77 anos, está 2 semanas internado. Iniciou a quimio há 5 dias, más os médicos não fornecem informações precisas, apenas dizem que é preciso esperar… Ele tem uma estenose moderada na válvula do coração, isso diminui as chances de cura?

Marco
2 anos atrás
Reply to  Revista Abrale

Muito obrigado.

Mayra
1 ano atrás

Tenho LLA tipo b, tenho 13 anos e recentemente terminei o primeiro ciclo de quimioterapia, gostaria de saber mais sobre os próximos ciclos, os médicos disseram que o primeiro é o mais complicado e que daqui pra frente dependendo de como eu vou reagir, os próximos serão menos agressivos.

Fernanda
1 ano atrás

Olá , minha filha tem a LLA está no início do tratamento ela tem 3 anos e já botou o cateter e já fez uma quimio .. ela está com a barriga inchada segundo a doutora é normal , aí ela ganhou alta na segunda e estamos em uma pensão em frente ao hospital e dês de ontem(quarta) ela se queixa que dói os pés e que não consegue andar… gostaria de saber sua opinião .. oque pode ser ?

Paula
1 ano atrás
Reply to  Fernanda

O meu filho tbm, saiu ontem do hospital, esta fazendo umas medicações por sete dias, que termina na sexta, e na sexta ja faz a primeira sessão de quimio, ja fez uma intratecal, e está reclamando de dor nas pernas, o médico disse q é pela cortisona.. Oq eles te falaram? Ah meu filho, faz 3 anos dia 11 😪

Flavio
6 meses atrás
Reply to  Paula

Minha filha.teve dor.nas pernas no começo depois passou!!!!! É por causa dos.corticoides! Foi a região da virilha!!!!

Flavio
10 meses atrás
Reply to  Fernanda

Minha filha também tem! Está com 6 anos! No começo do tratamento teve muita dor na virilha depois passou!!!!!

Flavio
6 meses atrás
Reply to  Fernanda

E normal! Milha filha também doi diagnosticada é no começo teve muita dor nas pernas mas depois passou!!!! Pode ficar tranquila que é momentâneo!

Flavio
4 meses atrás
Reply to  Fernanda

Minha filha também passou por isso! No começo tem dores na virilha pernas pés! Mas desaparece rapidinho !!!!! Não se preocupe!!!!

G. TAKAYAMA
1 ano atrás

Olá, minha cunhada foi diagnosticada com LLA B, nos primeiros meses ela fez quimioterapia e depois o transplante, o doador foi o irmão; mas agora depois de 6 meses de transplante a doença voltou mais agressiva…..por que isso aconteceu? E qual seria o próximo passo?

[email protected]
3 meses atrás
Reply to  Revista Abrale

Meu filho foi diagnosticado hoje com lla qual sua possibilidade de cura ele tem 3 anos de idade tou muito preucupada

Jacqueline
1 ano atrás

Boa noite.
Meu filho tem 6 anos foi diagnosticado com leucemia linfoide aguda Filadélfia ,uma das mais agressivas .
Gostaria de saber se tomar os inibidores pode modificar o cromossomo Filadélfia.
E assim dentro do prognóstico dele , ter a cura ,com todos os resultados ,e as quimios.

Att Jacqueline

Natalia
9 meses atrás
Reply to  Jacqueline

Jaqueline! Minha filha de 7 anos teve o mesmo diagnóstico do seu filho. Gostaria de conversar com vc.

Marly
11 meses atrás

minha neta apareceu leucemia faz oito dias que ela está internada leucemia LLA ela já está com onze anos gostaria de saber se no começo tem cura

Marcelo Carvalho
8 meses atrás

Olá, tenho 40 anos e fui diagnosticado com a LLA, em adultos sei que a probabilidade de cura é menor. Porque?

André marinho
7 meses atrás

Bom dia o óleo de avestruz Server pra combatê essa doenças llá tipo b aguda?

Msrineide
6 meses atrás

Meu filho foi diagnosticado com leucemia LLA no dia 23 de março, na quimio de quarta a medica disse que ele passou para o alto risco da doença pq de 90% dos blastos ele esta com 15% e ela queria q estivesse com 10%. Oque quer dizer isso?

Juliana
2 meses atrás
Reply to  Msrineide

Ele deu 15% com quanto tempo de tratamento? Foi na indução?

Day
3 meses atrás

Bom dia!
Meu sobrinho de 6 anos tem LLA tipo b comum, tá fazendo o protocolo BFM desde de meados de outubro do ano passado. Como podemos ajudá-lo no tratamento? Recentemente passou por uma fase de grande rebeldia e se isola de tds. Fico mt preocupada, pois está mt magro e não se alimenta bem. Na vdd sua alimentação é inapropriada, grande consumo de gorduras e ” besteiras”. Me ajudem…

Juliana
2 meses atrás

Boa tarde!

Meu filho foi diagnosticado com LLA B com 2 anos e 3 meses. Ele tinha 92% de blastos quando descobrimos. Fez o primeiro ciclo de quimio e a médica disse que tinha que zerar ou ficar no máximo 0,01% de blastos no D33 (no D15 ele tinha 11%). Hoje fez o mielograma e está com 8%. Ela disse que agora ele se enquadra no alto risco. Estou muito preocupada. Gostaria de trocar experiência e saber se tem alguém que demorou pra “limpar” a medula… como que foi.

Juliana
2 meses atrás
Reply to  Revista Abrale

Aguardo! Obrigado.

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