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Eu renasci depois do câncer

Eu Renasci Depois Do Câncer
Para muitos pacientes, o diagnóstico e o tratamento do câncer trazem um novo entendimento sobre o que é viver

Para muitos pacientes, o diagnóstico e o tratamento do câncer trazem um novo entendimento sobre o que é viver

Por Tatiane Mota

Renascer significa despertar para uma nova vida, para uma nova existência. E para a maior parte dos pacientes que enfrentam um câncer, representa uma nova chance.

Passar por um momento difícil, como o diagnóstico e o tratamento oncológico, de fato, traz uma nova dimensão para a maneira como pensamos, sentimos e agimos. Isso porque, uma situação grave como essa, possibilita o contato com algo que sempre pensamos estar muito distante: a finitude. E de acordo com a psicóloga Flávia Sayegh, do Comitê de Psicologia da ABRALE, isso é muito mobilizador.

“Nesses momentos tendemos a olhar para a nossa vida e para as nossas relações por um outro ângulo, com outros sentimentos. E aí, novos aspectos passam a ser valorizados. O que antes era importante e primordial, passa a não ser tão importante assim. O essencial passa a ser sobreviver”, explica ela.

Passada a fase do tratamento, com a conquista da remissão, o processo de revisão de valores sobre a vida continua. “Mesmo curados, os pacientes levam com eles esse novo despertar. E aí, muitos começam a rever seus trabalhos, suas relações com as pessoas, a maneira como vivem. É bem natural que isso aconteça. E durante essa nova fase, algumas coisas podem permanecer como estavam. Mas outras, podem sim mudar”, diz Flávia.

Nesse clima de renascimento, e também de novos planos para o ano que se inicia, ouvimos pacientes que superaram o câncer e viram suas vidas começarem novamente!

Regiane Souza, em remissão de linfoma

eu venci o cancer, venci o cancer, cancer tem cura. eu venci, vencerei, venci mais um dia, agora aprendi a dar valor, venci, vencer o cancer, como vencer o cancer, vencer o câncer, sintomas de recidiva de cancer de colo de útero, vencer o câncer é mais fácil quando se está cercado de amor“Percebi um gânglio na axila e decidi procurar o médico. Em março de 2018, veio o diagnóstico do linfoma. Quando recebi a notícia, me deparei com a proximidade da morte. Essa situação me deu a oportunidade de refletir sobre o que havia feito em minha vida até ali. Muitas coisas passaram pela minha cabeça e muitas perguntas também. A primeira foi ‘será que vou vencer, para poder ver meus dois filhos crescerem, se tornarem adultos, ver meus netos?’. Depois comecei a perguntar: ‘por que comigo?’.

Em meio a tantos indagamentos, cheguei à conclusão de que não adiantava ficar pensando nessas coisas. A melhor saída era enfrentar a doença de cabeça erguida.

Minha última sessão de quimioterapia aconteceu em setembro de 2018. Ao total, foram oito ciclos no protocolo ABVD e, no meio do percurso, tivemos que mudar, porque a Bleomicina ficou em falta. Então, realizei mais quatro ciclos no protocolo AVD+Brentuximabe. Meu plano de saúde não aceitava pagar esse novo medicamento, mas com o apoio jurídico da ABRALE deu tudo certo.

” Viver é lindo”

Durante todo o tempo, segui as orientações de cuidados e sei que, por isso, recebi a tão esperada notícia de que estava curada. Parece que Deus me deu superpoderes para aguentar as dores e chegar até aqui.

Pode parecer estranho, mas o câncer me fez bem! Hoje vejo as coisas de outra forma e sei que se passei por tudo isso, o que mais poderá me abalar? Agora que venci, impossível viver a vida do mesmo jeito de antes.

Venci o câncer, aprendi muito e alguns dias atrás recebi a feliz notícia de que estou grávida de seis semanas, e de gêmeos! Então, quer um conselho? Faça o que puder para ser sempre você e não o que os outros esperam. E acredite que tudo vai ficar bem. Viver é lindo!”

Floriza Vieira Silva, 68 anos, venceu um LNH –

eu venci o cancer, venci o cancer, cancer tem cura. eu venci, vencerei, venci mais um dia, agora aprendi a dar valor, venci, vencer o cancer, como vencer o cancer, vencer o câncer, sintomas de recidiva de cancer de colo de útero, vencer o câncer é mais fácil quando se está cercado de amor“Sou técnica em enfermagem ainda na ativa, trabalho no Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia. Em agosto de 2017, fui diagnosticada com um linfoma não-Hodgkin de grandes células B. Os sintomas da doença, no início, foram lentos e brandos, e, por isso, achava ser cansaço da rotina do dia a dia. Em maio, tive uma gripe com tosse, com pico febril, que demorou para passar. Mas como trabalho em área hospitalar, em setor fechado, com ar condicionado, achava que esse fosse um dos motivos da demora em melhorar. Só que, com o passar do tempo, foram aparecendo outros sintomas, como cansaço a qualquer tipo de esforço, sudorese mais intensa à noite, falta de apetite, perda de peso, insônia e linfonodos no lado direito do pescoço, que pensei ser por causa da tosse.

Em agosto, mês em que recebi o diagnóstico, algo me chamou a atenção: os linfonodos à direita, do nada, sumiram e apareceram do lado esquerdo, bem diferentes: maiores e mais delimitados, sólidos, com ecotextura e hipoecogenicidade visíveis ao ultrassom. Então, foi feito uma PAAF (punção aspirativa) e uma biópsia. Os resultados sugeriram linfoma, mas só o exame imuno-histoquímico confirmou a doença.

Recebi a notícia com muita tranquilidade e confiança de que o tratamento seria bem sucedido e assim aconteceu. Fiz seis sessões de quimioterapia com o protocolo R-CHOP e 17 sessões de radioterapia. Foram dez meses de tratamento, mas no sexto mês, a doença já estava sob controle e com uma boa resposta. Em momento algum fiquei desesperada. Não tive medo, não briguei com Deus, não questionei o porquê estava acontecendo comigo. Saí do consultório médico muito confiante de que tudo iria correr bem.

“Mesmo com grande sofrimento, mantinha a calma e o bom humor”

É um tratamento muito sofrido em todos os sentidos, seja físico ou psicológico. Em cada sessão de quimioterapia aparecia um efeito diferente e passei por quase todos, exceto náuseas. Fiquei careca e assumi sem usar peruca. Perdi peso, a pele e as unhas escureceram. Os dentes ficaram sensíveis, tinha muita constipação intestinal, edemas e dores abdominais e musculares pós-quimio. Essas eram terríveis! Mesmo nesses momentos, brincava com meu médico: dizia para ele que ia voar igual uma pipa ou igual ao Dumbo.

Nos momentos de maior sofrimento, procurava levar tudo com muita calma e bom humor. Também tinha muita confiança em Deus e no meu médico. Com o apoio da minha família e do meu filho, que mesmo distante, estava sempre comigo, venci.

Agora, estou há um ano em remissão total da doença. Voltei a trabalhar, não quis me aposentar. Claro que fico com receio de uma recidiva – tenho essa consciência. Faço exames a cada três meses, sempre com resultados normais, sem evidências do linfoma.

Agradeço à equipe da Revista ABRALE, por fornecer informações importantes, de fácil entendimento e um espaço para que todas as pessoas portadoras de câncer linfático, seus familiares, amigos e pessoas interessadas possam se sentir amparadas e perceberem que não estão sozinhas.”

Cintia Gonçales tem 39 anos e já renasceu mais de uma vez

eu venci o cancer, venci o cancer, cancer tem cura. eu venci, vencerei, venci mais um dia, agora aprendi a dar valor, venci, vencer o cancer, como vencer o cancer, vencer o câncer, sintomas de recidiva de cancer de colo de útero, vencer o câncer é mais fácil quando se está cercado de amor“Em setembro de 2012, fazendo o autoexame, senti um carocinho na clavícula. Em março de 2013, procurei minha ginecologista. Ela me examinou, pediu um raio X e uma ultrassonografia, a qual revelou novos nódulos. Assim, fui encaminhada para um cirurgião de cabeça e pescoço, que me pediu novos exames, incluindo uma tomografia de tórax. Nesse exame, inúmeros nódulos foram constatados.

Como meu convênio não fazia cirurgias em Guarulhos, cidade onde moro, o médico me indicou o IBCC. Marquei a nova consulta rapidamente! Em 25 dias, a biópsia, junto com os exames genéticos, confirmou o linfoma de Hodgkin. Foram 10 meses de tratamento e consegui entrar em remissão com o primeiro protocolo.

“A vida não é só viver. É preciso sentir”

Foram tempos difíceis, mas mal sabia que o pior dos tempos estaria por vir. Após três anos de remissão, comecei a ter algumas tromboses e uma embolia pulmonar. Em novembro de 2017, por causa de um pequeno escorregão, fiquei com um hematoma muito grande e fora do normal. Depois de alguns exames, descobri que estava com uma leucemia, do tipo LPA. Aí, chegou a parte mais difícil! Na fase de indução do tratamento, tive inúmeras intercorrências. Foram 43 dias seguidos de internação, mas novamente entrei em remissão. Porém, o tratamento é longo.

Vou seguindo a minha trajetória, com o apoio da minha família que são as pessoas mais importantes da vida! Sem eles e os amigos verdadeiros, tudo seria mais difícil. Tenho um filho de 15 anos que precisa de mim – ele é portador da Síndrome de Down. Devo minha vida a ele.

Com todas as dificuldades que passei, e ainda passo, nesses tratamentos contra os dois cânceres, percebi que a vida não é só viver. É preciso sentir. O câncer me fez lutar mais e hoje tenho certeza de que sou uma pessoa melhor e mais feliz.”

Xô, fantasma da recidiva

Guerreiros contra a leucemia

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Adriana Ferreira Alexandre
8 meses atrás

Eu renasci uma segunda vez duas vezes câncer de mama mas com a graça de Deus e é meu médico estou aki feliz e agradecida amo a vida.

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