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Espiritualidade, santo remédio

Espiritualidade, Santo Remédio
Cada vez mais pesquisas e estudos provam que a espiritualidade é capaz de contribuir com o tratamento

Cada vez mais pesquisas e estudos provam que a espiritualidade é capaz de contribuir com o tratamento

A ideia de que a espiritualidade do paciente influencia diretamente em sua cura ou melhora sua qualidade de vida não era bem vista tempos atrás. Na última década, porém, o tema espiritualidade começou a receber atenção da medicina. E, hoje, não há dúvida da importância dos aspectos religiosos e espirituais no cuidado dos pacientes.

O Dr. Luiz Alberto Saporetti, médico geriatra e coordenador do Programa de Cuidados Paliativos da Enfermaria de Geriatria do Hospital das Clínicas, afirma que o envolvimento religioso positivo e espiritual está associado a uma vida mais longa e saudável e a um sistema imunológico mais eficaz. “Avançamos muito no combate aos sintomas desagradáveis de doenças graves e na avaliação criteriosa do prognóstico, contudo, permanecemos atolados na questão mais importante: qual o sentido da vida? A espiritualidade busca a resposta para essa pergunta, que vem da experiência interior da transcendência.”

SER HUMANO É ESPIRITUAL, DIZ PESQUISA

No artigo “Espiritualidade em Cuidados Paliativos”, o Dr. Luiz Alberto Saporetti aponta que pesquisas feitas nos Estados Unidos mostram que 93% das pessoas gostariam que seus médicos abordassem essas questões se ficassem gravemente enfermos. Além disso, estudos com pacientes demonstram que 77% gostariam que seus valores espirituais fossem considerados pelos seus médicos. Inclusive,  48% queriam que seus médicos rezassem com eles. “Mas, contraditoriamente, a maioria dos pacientes ouvidos disse que jamais seus médicos abordaram o tema”, lamenta o Dr. Luiz Alberto.

CIÊNCIA CONFIRMA: A FÉ AJUDA A CURAR

Não apenas a medicina, mas a física quântica, a neurociência e outras áreas do saber racional já realizaram estudos que comprovam que o cérebro tem a capacidade de gerar estados transcendentes. Ou seja, conectar o corpo humano e terreno com o divino. E mais: juntos, trabalharem em prol da pessoa. “Por meio de estudos, diferentes autores da ciência moderna notaram que praticantes das mais diferentes religiões apresentam saúde mental e física melhor que a população geral”, conta o médico. Consequentemente, durante um tratamento contra uma doença grave, essas pessoas, que trabalham o seu espiritual, a sua fé com foco na cura, na melhora de seu quadro, atingem seus objetivos mais facilmente.

“SEM A FÉ EU TERIA ME ENTREGADO À DOENÇA”

Em agosto de 2014, aos 75 anos e com uma vida ativa e saudável, Irene Sangiuliano foi diagnosticada com trombocitemia essencial, uma doença mieloproliferativa que ataca algumas células da medula óssea, aumentando muito o número de plaquetas no organismo e podendo se transformar em uma leucemia.

“Quando deram o diagnóstico, não souberam me explicar direito, e eu não fazia ideia do que era a doença. Depois soubemos que o médico, que era conhecido meu há muitos anos, me poupou de dizer que era câncer”, ela se lembra. Ao procurarem por uma segunda opinião, Irene e seus três filhos tiveram uma consulta muito mais dura.

O amor de Deus

“Ele foi muito rígido, só falou que logo viraria leucemia. Saí de lá revoltada e foi quando resolvi me apegar ao que tenho de mais profundo: o amor a Deus.”

Evangélica há 13 anos, Irene buscou na fé e na igreja que frequenta forças para não desistir. “Transformei minha revolta em orações a Deus. E a partir daí percebi que podia enfrentar aquele desafio. Sabia que ia sair vitoriosa de qualquer enfermidade. Ainda que a doença não tenha cura, tinha certeza de que teria meu bem-estar e minha vida de volta.”

Irene passou os primeiros meses se adaptando à doença, sofrendo com os efeitos colaterais da medicação. Além das muitas internações. Mas hoje, pouco mais de um ano após o diagnóstico, seu quadro está estabilizado. Alias, ela voltou a trabalhar e está retomando sua rotina de exercícios e encontros com os amigos e família. “O relacionamento com Deus está em primeiro lugar na minha vida. E hoje sei que, se não tivesse me apegado à fé nele, teria me entregado ao desânimo total e à doença.”

Como recado para quem está passando por uma enfermidade, ela não poderia deixar outro senão o de voltar-se à espiritualidade. “A ideia assim que vem o diagnóstico é pensar no pior. Mas isso é só o primeiro momento. Saiba ouvir sua fé e verá que tem algo maior dizendo: você é forte!”

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