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É importante respeitar a sua dor

É Importante Respeitar A Sua Dor

Perder alguém, sim, é duro. O luto e a dor, no entanto, é um processo que precisa ser encarado de frente, com alguns cuidados de como enfrentá-lo

Perder a mãe, o pai, um filho, familiar ou amigo é algo que encabeça a lista dos maiores medos das pessoas. Isso porque lidar com a falta, com a interrupção de um relacionamento de tanto amor, não é uma dor para a qual nos preparamos.

“O luto é um processo normal e natural, resultante da formação e dos rompimentos de vínculos afetivos, e que ocorre o tempo todo na vida de um indivíduo. Faz parte do desenvolvimento humano e, apesar de ser uma experiência universal, é experimentado e vivido de forma muito particular e subjetiva”, diz a psicólogada ABRALE, Flavia Sayegh.

Em outras palavras, todos sabemos que enfrentar perdas faz parte da vida, mas só quando vivenciamos é que percebemos a forma profunda e pessoal como somos afetados. Flavia defende que, quando o luto acontece, traz consigo uma série de reações, que podem mudar muito de uma pessoa para outra, mas tendo uma premissa em comum: preparar-se para construir uma nova realidade após a perda, que permite rever traços da identidade, das relações sociais e pessoais, de crenças e valores adquiridos durante toda a vida. “Diante da morte de um ente querido, somos levados a repensar a vida, nossos afetos e nossos valores. E não há nada de errado nisso, pelo contrário, reconstruir-se após o luto é libertador”, afirma a psicóloga.

RAIVA, TRISTEZA, REVOLTA, ALÍVIO, CULPA, MEDO, ANSIEDADE, IMPOTÊNCIA, DESESPERO

Esses são apenas alguns dos sentimentos vividos por quem passa pelo luto. Como processo, durante muito tempo ele foi estudado e descrito a partir de fases, mas atualmente essas ideias foram aprimoradas, trazendo um novo e mais amplo conhecimento. “É necessário considerar muitos aspectos quando se olha para o processo de luto, como a cultura em que o indivíduo está inserido, por exemplo.

Sem contar que, ainda que descritas, as fases não são consideradas estanques, não seguem uma ordem e podem se sobrepor.” Ainda assim, a psicóloga concorda que, de maneira geral, há alguns momentos-chave pelos quais uma pessoa de luto passa (veja quadro na página ao lado). E identificá-los, pura e simplesmente, já pode ser um alento.

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A publicitária Mariane Maciel tinha 32 anos e uma relação de parceria e cumplicidade com sua mãe, Rachel, quando ela faleceu, aos 61 anos, três após o início da luta contra um câncer que começou no estômago e se espalhou.

Depois do luto, ela passou pelo processo de reconstruir conceitos e valores. “Para começar, aprendi que amar inclui também orar para que a pessoa se vá, por mais triste que isso seja. Então, quando a minha mãe morreu, eu já queria que ela partisse, porque estava muito debilitada e cansada, e agradeci por vê-la parar de sofrer. Mas foi muito difícil, tive a sensação de ter me tornado um balão de hélio solto no ar, sem alguém segurando a corda. Como se sem ela eu fosse menos, menos bonita, menos talentosa, menos tudo. Mas com o tempo recuperei minha segurança, porque entendi que ela já havia me dado tudo, e que esse tudo estaria sempre dentro de mim.”

Essa segurança veio não só de dentro, mas de uma atitude essencial para enfrentar o luto: falar dele. “Ao passar pela situação, acabei estreitando laços com outras pessoas que já tinham tido essa experiência. Sentia vontade de falar e ouvir sobre a perda. E percebi o bem que fazia, a mim e a todos que se dedicavam a isso”, conta Mariane, que resolveu ir além de seu próprio luto e criar um projeto.

Não é mais uma pergunta, é uma segurança

“No final de 2014, eu e mais seis amigas nos reunimos e decidimos que queríamos ajudar outras pessoas a passarem por esse processo. Por isso, fizemos a pergunta: Vamos falar sobre o luto? Montamos uma página na internet e convidamos as pessoas a falarem sobre suas experiências. Em oito meses de pesquisa, recebemos mais de 170 histórias de pessoas que viveram o luto, entrevistamos especialistas no assunto, fizemos encontros com alguns participantes e gravamos um vídeo.”

Hoje, o Vamos falar sobre o luto ( www.vamosfalarsobreoluto.com.br) virou não uma pergunta, mas uma certeza.

“Vimos que o luto é realmente muito difícil, mas que é possível voltar a viver e ser feliz. O tabu dificulta bastante o processo que é natural.”

LUTO ANTES DA MORTE

É possível se preparar para o luto com o doente ainda em vida? A psicóloga Flavia Sayegh diz que sim. “O processo de luto antecipatório não só é possível, como importante. Permite absorver a morte de forma gradual e, ao longo do tempo, a realidade da perda.”

Ela conta que há diversos estudos que apontam que intervenções realizadas com a família durante o processo de adoecimento grave de um paciente, por exemplo, podem prevenir o desenvolvimento de um possível luto complicado no futuro. “Isso porque ele dá às pessoas a possibilidade de resolver questões pendentes com o outro, sejam de ordem psíquica ou material. Com esse preparo, existe espaço para se organizar para mudanças e fazer planos para o futuro.”

Mariane reforça a ideia de que o luto é duro mesmo. “O momento da perda e o período seguinte a ela são muito complicados. Uma coisa é saber racionalmente que isso poderá ou irá acontecer, outra coisa é viver a situação.”

Ela conta que, durante o tratamento, o medo de perder sua mãe era constante, mas que toda a família sempre foi otimista.

“Lidávamos com a doença como se fosse apenas um obstáculo. Entendi que poderia de fato perdê-la alguns meses antes. Mas ainda assim era apenas uma ideia. Só depois que ela faleceu é que eu realmente compreendi o que seria a vida sem ela.”

A sua vida e a sua saúde o meu foco de atenção

A publicitária lembra que fez terapia no período em que sua mãe estava doente, mas que não chegou a falar especificamente do luto que poderia enfrentar. Da mesma forma, as conversas com sua mãe, mesmo perto da morte, não permeavam o assunto. “Eu fui muito companheira da minha mãe ‘no morrer’, rezávamos juntas, discutíamos o que seria fé, os mistérios da vida e da morte. Mas era ela, a sua vida e a sua saúde o meu foco de atenção, não o que viria depois. Ela às vezes me dava conselhos sobre o que fazer no futuro. E coisas práticas: ‘não deixe de ir ao Japão’. Eu fui! ‘Aceite a proposta de trabalho da sua ex-chefe.’ Eu aceitei! Mas nunca falamos do luto. Deixei para vivê-lo quando viesse.”

empoderamento do paciente, empoderamento. paciente ativo,

A PESSOA AMADA MORRE E NÓS PRECISAMOS RENASCER

Respeitar o seu tempo, os seus limites e ir avançando, ainda que lentamente. Essa é a regra mais importante para quem está enfrentando a perda. “O luto é doloroso, sim. É preciso ter paciência para se adaptar à nova realidade e lidar com ela. É essencial reconhecer suas necessidades e limites, e vivenciar esse processo de forma respeitosa consigo mesmo. Dividir e consolar sua dor com pessoas próximas, com as quais você se sinta acolhido e à vontade, pode ser uma boa estratégia para passar por esse momento difícil”, afirma a psicóloga da ABRALE.

Buscar ajuda de maneira geral, se abrir com amigos ou parentes, faz a pessoa ver os seus sentimentos validados, respeitados e acolhidos, o que pode ajudar a avançar. Mariane, como já contou, aceitou o conselho da mãe e voltou ao emprego anterior. “Estava com pessoas que já me conheciam, em um ambiente gostoso, onde podia ser eu mesma e viver todas as oscilações do luto. Fez muita diferença.”

É DIFÍCIL DE ACREDITAR, MAS O LUTO PASSA

Mariane hoje está a toda no trabalho, com o projeto e sua vida pessoal. “A gente diz que falar sobre o luto é um projeto para a vida. Sim, porque queremos que as pessoas vivam a dor, mas também reinventem suas vidas. Dá trabalho, mas é possível.” E mais: não tenha vergonha de vivenciar tudo o que sentir. “Uma das lições mais bonitas que aprendi durante o projeto foi que quem amamos está sempre vivo dentro de nós. Então não fique aflito se alguém em luto falar sobre o filho que faleceu, ou sobre a esposa que perdeu. Ninguém nunca vai esquecer alguém que amou muito! Na verdade, essas pessoas continuam aqui, presentes, mas estabelecemos novas relações com elas”, Mariane continua. E termina com mais uma bela mensagem:

“Faça um pacto com a vida. Isso significa se cuidar, cuidar da sua saúde, procurar coisas que o alegrem, novos hobbies, amigos. Você está vivo. Faça valer a pena!”

 

homem; homem e sentimento; psicologia; câncerAS FASES DO LUTO

Há momentos-chave durante o processo da perda:

CHOQUE: vivemos um entorpecimento, uma reação inicial à perda, quando pode ocorrer uma dificuldade de perceber as emoções. Não existe uma duração definida para este período, pode durar horas ou dias.

NEGAÇÃO: é comum haver um período de negar a perda, demonstrando uma certa resistência aos fatos reais e evitando pensar e falar sobre o assunto.

DESORGANIZAÇÃO E DESESPERO: é um momento vivido após o fim da negação, quando a realidade é aceita e uma sensação de incertezas se estabelece.

REORGANIZAÇÃO E ELABORAÇÃO DA PERDA: é a volta por cima, o momento de ‘colocar a casa em ordem’ e reconstruir conceitos para recomeçar.

POSSO AJUDAR?

Dica para quem está ao redor de quem sofre: pergunte como a pessoa quer e pode ser ajudada.

Muitas vezes o que consideramos bom para nós pode ser diferente para o outro”, diz a psicóloga Flavia.

Mariane, que se sentiu acolhida, lembra de alguns sentimentos que lhe foram oferecidos. “Empatia, paciência, presença, carinho. Cada um vive esse momento de uma forma, não existe uma receita de luto.

Por isso, o melhor que alguém pode fazer é estar por perto de uma forma amorosa, por exemplo perguntando como pode ajudar. Sem se apressar, sem querer dar fórmulas prontas, sem recriminar.”

 

 

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Sara Araujo
1 ano atrás

Muito boa reportagem

Editor
1 ano atrás
Reply to  Sara Araujo

Olá, Sara!
Muito obrigada! Ficamos muito felizes que você gostou do nosso conteúdo. Conte sempre com a Abrale!

kezia
11 meses atrás

Estou vivenciando o luto pela perda da minha amada mãezinha. É realmente muito difícil aceitar que não está mais comigo. É uma dor infinita no meu coração

Editor
10 meses atrás
Reply to  kezia

Olá Kezia. Perder alguém que amamos realmente pode ser muito dolorido. Oferecemos apoio psicológico para familiares de pacientes com câncer. Se precisar de ajuda, entre em contato conosco pelo psicologia.org.br

Estamos à disposição!

Vivian
9 meses atrás

Olá, meu nome é Vivian. Há 4 dias perdi minha mãe por conta de complicações decorrentes do tratamento de um Linfoma não Hodking. Eu e toda família sempre acreditamos na superação da doença, assim como minha própria mãe, mas infelizmente, tudo aconteceu muito rápido, da descoberta até o seu falecimento. Perdi uma mãe excepcional, uma amiga e minha grande companheira. Sei que somente o tempo é que vai amenizar essa dor e apontar meios de continuar a vida. Mas falar sobre isso ajuda muito.

Editor
9 meses atrás
Reply to  Vivian

Olá, Vivian.

Sentimos muito pela sua perda e estamos à disposição para ajudá-la como for preciso!
Nós oferecemos vários tipos de apoio totalmente gratuitos. Se a senhora tiver interesse, é só entrar em contato por meio dos telefones (11) 3149-5190 ou 0800-773-9973.

Abraços

Marina
8 meses atrás
Reply to  Vivian

Olá!! Acabei de perder a minha mãe, de um Câncer tb!! A minha grande é melhor amiga… É possível superar?? Como vc está hoje? Estou dilacerada …

Editor
8 meses atrás
Reply to  Marina

Olá, Mariana.

Sentimos muito pela perda da sua mãe.
A Abrale disponibiliza apoio psicológico gratuito caso a senhora tenha vontade de conversar com alguém sobre seus sentimentos e afins. Basta ligar em um dos nossos telefones e marcar um horário (11) 3149-5190 ou 0800-773-9973

Abraços

Tarcisio
8 meses atrás

Perdi minha mãe a dias, estou muito mal, nao tou sabendo lhe dar com essa situacao, sou filho único dela, ta doendo demais, ta doendo muito, cada vez q penso nela é como uma facada no peito, nao consigo aceitar isso, imaginar q nunca mais vou ve la, que ela nao vai mais chamar minha atencao, q nao vai ta la no cantinho dela, fazendo as coisas que rla gostava, perdi parte de quem sou, da minha historia, da minha vida.

Editor
8 meses atrás
Reply to  Tarcisio

Olá, Tarciso.

Sentimos muito pela sua perda e nos colocamos à disposição para o que o senhor precisar!
Estou encaminhando o seu e-mail para o nosso Apoio ao Paciente e a Agnes irá entrar em contato com o senhor para ver como podemos te dar suporte, mas se o senhor quiser, pode ligar nos telefones (11) 3149-5190 ou 0800-773-9973 também!

Abraços

Rira
4 meses atrás
Reply to  Tarcisio

Estou passando pela mesma situação, e o q mais me desespera, é saber q nunca mais vou vê-la. Éramos uma só pessoa.

Rodrigo Lima
8 meses atrás

Olá perdi minha mãe na quarta feira 01 de abril, foi muito rápido ela estava com cancer no pulmão, nem ficou sabendo da doença, apareceu os sintomas, mas infelismente seu pulmão já estava todo comprometido, estou angustiado, eu morava com ela e sou filho único.

Editor
7 meses atrás
Reply to  Rodrigo Lima

Olá, Rodrigo.

Sentimos muito pela perda da sua mãe. Se o senhor precisar de alguma coisa, quiser conversar sobre a sua perda ou tiver algo que nós possamos fazer para te ajudar, a Abrale está à disposição! Nossos telefones são ão (11) 3149-5190 ou 0800-773-9973 ou o senhor também pode mandar um e-mail para a nossa psicóloga Agnes, psicologia.org.br

Esperamos que o senhor consiga encontrar conforto nesse momento e ressaltamos que estamos aqui para o que precisar!
Abraços

Leandro
7 meses atrás

Olá, sou Leo, a minha história é a seguinte, era casado e sofri uma crise de depressao que nao teve nada haver com meu casamento, pois eramos recem casado e tinhamos uma filha linda de 2 anos, nao tinhamos muito mas eramos felizes, ate que me envolvi numa crise de depressao e dai pra frente foi um caos, para minha jovem familia, perdi o controle de tudo, enfrentei de tudo pensei ate em tirar a minha propria vida, pois minha vida estava de mal a pior, e a minha jovem esposa sempre enfrentando essa tempestade comigo ao meu lado, me dando todo apoio, ela foi um anjo pra mim nesse periodo da vida, depois de um ano de cama tentando lutar contra depressao estava conseguindo me reerguer novamente, mas a minha esposa tbm ja estava cansada dessa agonia, pois ela era bem mais nova que eu e isso tudo era novidade para ela, sendo muito dificil tbm, eu nao tinha percebido mas ela tbm estava entrando num estado de depressao junto comigo, so que as pessoas sao diferentes, nao consegui prever o que estava por vir, numa manha sombria que nao esquecerei jamais mesmo que eu queira eu me lembro de acordar e escutar minha filha chorando, aos 2 anos de idade e ela me chamou na cama, pois tinha ficado dormindo ate mais tarde, quando fui ver minha esposa tinha cometido suicídio. Meu mundo caiu, ela tinha dado alguns sinais antes mas eu por pensar estar bem pior que ela sofrendo com as minhas crises nao pensei que fosse tao grave o caso dela tbm, entrei em desespero, fiquei o pior possivel que vcs podem imaginar, mas tirei forças da alma para seguir em frente, pois no meio de toda essa historia tinha uma flor inocente que nao tinha nada haver com isso precisando dos meus cuidados, a minha linda filha, graças a Deus minha depressao começou a passar aos poucos, ainda assim tive umas tres crises de depressao para chegar agora onde estou e desde entao essa depressao nao tem voltado com tanta intesidade, enfim hoje ja se fazem 5 anos desde a morte da minha esposa, a minha filha vai fazer 7 anos, ela me pergunta muito pela mae, eu choro escondido dela quando isso acontece para nao passar fraquesa pra ela, mas é muita dor passar por esse luto e ver sua filha tao novinha falar frases como quando vou ver a mamae de volta?, ou pq meus coleguinhas todos tem mae e eu nao, ou quando ela realmente chora, meu coraçao corta no meio e eu ainda choro, mesmo que escondido dela, algumas vezes ja choramos ate junto pois nao dei conta de esconder, mas logo logo procuro me reerguer, pois sei que sou tudo pra ela agora, penso na minha ex esposa sempre, sinto muito falta dela, nao so como esposa mas como mae da minha filha tbm, a falta que ela faz pra minha filha eu sinto essa dor, mas como vcs estao a dizer nesses comentarios temos que seguir em frente, ate hj nao relacionei serio com mais ninguem e sinto as vezes uma solidao extrema dentro de mim, pois nao consigo gostar como antes, parece que me falta um lado do coraçao, mas sigo em ft com a minha dor, tento ser feliz o maximo possivel, pois tenho a minha filha que considero uma guerreira por ter perdido a mae dela tao cedo, o que posso dizer é q tudo passa ou ameniza,
posso nao ter parado de sofrer e nao sei quando isso vai passar de vez, mas posso garantir que minha dor ja foi mais aguda e esta amenizando com o tempo, acredito na vida apos a morte e acredito que tenho q passar por isso na terra, essa missao e depois Deus vai me dar o que eu preciso pra ser tranquilo dnovo, talvez ate rever minha ex esposa, como eu queria abraça-la bem forte novamente, mas aguardo dia apos dia nessa lida que se chama vida… um bjo a todos e que Deus ajude todos vcs a superarem seus lutos, escrever aqui fez bem pra mim pois hj estava com vontade de colocar essa historia pra fora, desculpe o tamanho do comentario, mas fiquem com Deus

Editor
7 meses atrás
Reply to  Leandro

Olá, Leandro, tudo bem?

Sentimos muito pela situação que você passou com a sua esposa! Realmente é muito importante sentir as dores e aprender a seguir em frente, se for necessário buscando ajuda de um profissional para te auxiliar durante todo o processo e também te oferecer apoio para conversar com a sua filha da melhor forma possível.

Abraços!

Felipe Ferreira
7 meses atrás

Meu nome é Felipe e perdi minha irmã para um câncer de mama em 6 de março, ela tinha 44 anos e dois filhos, há 2 anos lutava contra a doença, ainda choro muito, minha mãe também. E o mais triste que ela morreu um dia antes do aniversário do meu sobrinho de 8 anos. Sempre tivemos muita fé na recuperação dela e acho que por isso sinto-me pior. Tento não pensar mas infelizmente não consigo.

Editor
6 meses atrás

Olá, Felipe, tudo bem?

Sentimos muito pela perda da sua mãe, que você e sua família encontrem forças e conforto para superar essa dor.
Caso o senhor deseje, a Abrale oferece apoio psicológico! Você pode ligar em um dos nossos telefones (11) 3149-5190 ou 0800-773-9973 e pedir para falar com a psicóloga Agnes.

Abraços

Thaís
6 meses atrás

Oi, eu tenho 12 anos, meu nome é Thais, e nesses tempos eu estou tendo muito medo da minha mãe morrer. Falar com pessoas me ajudou, me sinto calma, mas não sei como lidar com isso da maneira certa. Ela não morreu, eu me sinto bem, mas ainda dá receio, eu nunca tinha reparado que ela cuidou de mim desde o começo, que me guiou perante a vida e tudo mais. Eu não sei se ela vai morrer, mas eu preciso de ajuda, ajuda para desabafar e entender sobre o assunto, quero um ombro amigo que tenha passado por isso e me explique como eu posso me ajudar antes de passar por isso

Editor
6 meses atrás
Reply to  Thaís

Olá, Thaís, tudo bem?

A OMS publicou um artigo com algumas dicas de como preservar a saúde mental durante esses tempos de pandemia! Você pode acessá-lo por aqui ou também ver esse conteúdo da Revista Abril, clicando aqui.
Uma das principais dicas, nesse momento, é separar as preocupações que você pode fazer algo a respeito e as que não estão ao seu alcance. Então, por exemplo, você e sua mãe podem seguir as orientações de prevenção e ficar em casa, higienizar frequentemente as mãos, desinfetar o local onde vocês moram, passar álcool 70% em tudo que vocês trazem da rua (como compras) e se precisarem sair de casa, utilizar máscara de proteção!

Abraços!

Jéssica
6 meses atrás

Perdi minha mãe 😔 13 de abril de 2020 😔 e eu amava o número 13 pq era o dia do nascimento dela também. Enfim. Não fez nem dois meses e eu estou arrasada. Ela era meu maior amor. Morava com ela e meu pai e minha irmã. E agora a casa está vazia sem ela e sem a alegria dela. E eu me sinto perdida e sem vontade de viver. Minha mãe era tudo que eu tinha de mais bonito. Queria realizar muitos sonhos para ela e agora não posso fazer mais pq ela se foi. 😔😔😔 Nada faz sentido. Ela foi muito nova só tinha 53 anos.

jessica
6 meses atrás
Reply to  Jéssica

E ela morre de câncer 😔😔😔

Editor
6 meses atrás
Reply to  Jéssica

Olá, Jéssica.

Sentimos muito pela sua perda e caso precise de qualquer coisa, nós estamos à disposição! Temos, inclusive, uma psicóloga voluntária caso você queira conversar com ela.
Nossos telefones são (11) 3149-5190 ou 0800-773-9973

Abraços

Lilian Conceição dos Santos
5 meses atrás

Meu nome é Lilian e perdi meu marido, meu melhor amigo a quase um mês. Choro muito. Apesar de saber que ele iria morrer, pois estava com câncer de pulmão em estágio avançado, sofro muito com a sua falta. Sempre soube que isso iria acontecer, fiquei ao seu lado, lutando com ele durante 1 ano. Vivi para ele e diz tudo o que pude por ele, mas fico lembrando da sua doença, coisa que não seria pensar, mas não consigo, sei que foi melhor para ele, mas mesmo assim sofro muito. Não consigo ler ou fazer as coisa que eu costumava fazer ao seu lado. Não tenho muito objetivos na vida sem ele. Meu mundo era ela, coisa que nem eu sabia ou dava conta. Queria voltar a ser a pessoa ativa ué eu era, mas não consigo. Pensei em tomar remédio para a depressão, mas sei que estou triste por causa dele. Fico sempre pensando que deveria ter feito mais, que poderia ter tido mais paciência com ele e choro, choro muito. O que fazer?
Morávamos sozinhos, hoje, depois da sua morte,unha filha está comigo, mas sei que má hora vou ficar sozinha e queria fazer algo para me sentir melhor, mas as vezes passo o dia sem fazer nada, ao planejando e sem disposição para nada.

Editor
5 meses atrás

Olá, Lilian, tudo bem?

Primeiramente, sentimos muitíssimo pela perda do seu marido! Você, com certeza, fez tudo que estava ao seu alcance para ajudar e estar do lado do seu marido durante o tratamento, então não se sinta culpada ou fique imaginando o que poderia ter acontecido de diferente.
É muito importante passar pelo processo do luto para conseguir seguir em frente e nós, da Abrale, estamos à disposição para trilhar esse caminho com você! Caso a senhora queira, temos uma psicóloga voluntária que pode conversar com você e te ajudar. Os nossos contatos são (11) 3149-5190 ou 0800-773-9973

Abraços! Esperamos que você fique bem e pode contar conosco para o que precisar <3

João Francisco
5 meses atrás

Que texto maravilhoso, me ajudou muito hoje, pois estava muito pensativo com a perda do meu pai, que teve câncer, acredito que estou me recompondo devagar. Não é fácil, ainda mais que acompanhei tudo de perto.

Editor
5 meses atrás

Olá, João, como vai?

Ficamos honrados em saber que nosso texto te ajudou! Esperamos que o senhor continue encontrando forças para passar por esse processo.
Se precisar de algo, conte conosco!

Abraços!

Ciselda soares
5 meses atrás

Meu nome é ciselda, porque não consigo esquece minha mãe um só dia ? não sei se fico feliz ou triste😭😭 só sei q mim dói mt mt, ja faz 18 anos q ela morreu 😭😭

Editor
5 meses atrás
Reply to  Ciselda soares

Olá, Ciselda, tudo bem?

A perda de um parente próximo é muito difícil, cada pessoa encontra uma forma de passar por esse processo e o período para aprender a conviver com essa perda também é diferente.
Seria muito importante a senhora ter o apoio de alguém especialista para te ajudar nesse caminho, especialmente para lidar com essa dor.

Esperamos que a senhora consiga encontrar conforto e forças!
Abraços

Rita
4 meses atrás

Olá perdi minha mãe 30/01/2020. E não aceito, e não me conformo. Saber q nunca mais vou vê-la, tocá-la, sentir seu cheiro, ouvir sua voz, me leva aí desespero. Tentei tirar minha vida, mas falhei. A falta q ela me faz, é insuportável. O vazio é imenso, e não tem nada q preencha. Obrigada

Editor
4 meses atrás
Reply to  Rita

Olá, Rita!

Sentimos muito pela perda da sua mãe, entendemos que esse é um momento difícil e estamos do seu lado para te apoiar do jeito que for necessário!
Estou encaminhando seu e-mail para o Apoio ao Paciente da Abrale para que possamos estar mais próximos de você nesse momento e tentar te ajudar.

Abraços!

Francismara Aparecida Nobrega Pio
4 meses atrás

Estamos passando por um periodo bem difícil com a saúde da minha mãe, optamos por um tratamento paliativo, uma vez que não tem muito a ser feito…E vcs estão nos ajudando muito com as reportagens..grata

Editor
4 meses atrás

Olá, Francismara, como vai?

Ficamos gratos em saber que as nossas reportagens estão ajudando a senhora! Caso tenha qualquer dúvida ou precise de algo, estamos à disposição!
A sua mãe foi diagnosticada com qual patologia?

Abraços!

DANIELA SILVA
4 meses atrás

Oi, minha mãe faleceu a 14 dias, ela me deixou com minha avó quando eu era pequena, aparecia de vez em quando e eu cresci com a idéia de um dia ficaríamos muito próximas, mas o que aconteceu é que quando ela reconheceu, o quanto eu pedi sua atenção e o quanto ela me ama, ela m er pediu perdão e 6 horas depois faleceu, e isso me deixa muito triste, porque eu queria ter uma mãe, nunca perdi as esperanças, mas aí elase foi, eu me sinto com 5 anos na, esperando ela voltar, e quando lembro dela no leito do hospital… me dá uma tristeza…

Joyce
3 meses atrás

Eu tenho 33 anos e perdi minha mãe para um câncer de mama dia 20/07/20, hoje ela estaria fazendo 58 anos. Ela era minha melhor amiga e meu grande amor. Eu sabia que o caso dela era grave e tentei me preparar para o luto, aliás , eu acho que vivi o luto durante todo tratamento dela e agora que ela se foi , parece que o luto também se foi, eu me sinto uma pedra de gelo, às vezes eu choro, mas nada comparado ao sofrimento que eu vivia antes vendo ela sofrer. Tenho me sentido forte até aqui, tenho ocupado minha mente em cuidar da bebê de 10 meses , trabalhar e ajudar meus irmãos e padrasto a seguir em frente. O problema é que eu não me preparei para lidar com a dor dos demais que ficaram e isso me entristece e me sinto impotente. A minha mãe era uma pessoa tão positiva, eu imagino que ela não queria ver ninguém sofrendo, conversamos sobre tantas coisas antes dela partir, inclusive sobre a morte, ela tentava nos preparar de alguma forma, mas nunca entramos em detalhes, pois morte é sempre um assunto delicado. Agora eu não sei exatamente o que fazer, eu tento seguir minha intuição, tento imaginar como ela gostaria que fosse caso ela pudesse dizer, tento ser positiva e perseverante como ela foi até o último dia de luta dela. Eu me sinto fria e até um pouco desumana com essa postura que adotei, mas tenho me sentido forte assim, não sei até quando vou sustentar isso, em minha mãe eu procurava respostas para tudo, agora vou deixar o tempo responder. Eu vim até aqui para tentar de alguma forma interpretar o que estou sentindo, mas o que eu mais preciso no momento é orientação para tentar ajudar meus irmãos e padrasto, vocês podem me ajudar?

Editor
3 meses atrás
Reply to  Joyce

Olá, Joyce!

Sentimos muito pela perda da sua mãe, esperamos que você e a sua família consigam achar conforto e forças para superar esse momento.
Estou encaminhando o seu e-mail para o Apoio Psicológico da Abrale para conversarmos com a senhora e vermos como conseguimos te ajudar!

Abraços!

Paulo
2 meses atrás

Perdi minha amada esposa há 3 meses, ela era tudo prá mim, vivíamos um para o outro há 44 anos, nunca nos separamos onde um estava o outro estava ao lado. Estou sofrendo muito, tenho 74 anos e ela se foi dois dias após completar 70 anos. Foi fazer diálise pela primeira vez e teve uma parada cardiorrespiratória e a seguir um infarto. O tempo passa mas eu jamais a esquecerei, choro muito com a sua ausência. Hoje estou morando com uma das minhas filhas, tenho meus netos que também sentem a falta da avó. As vezes choramos juntos, abraçados, lembrando tudo que aquela adorável mulher fazia para que todos se sentissem felizes. Sei que o tempo passa e agente acaba se conformando, mas a saudade que dói jamais passará. É isso que hoje estou vivenciando. Me ajude, por favor!

Editor
2 meses atrás
Reply to  Paulo

Olá, Paulo, como vai?

Sentimos muito pela perda da sua esposa, esperamos que o senhor e a sua família encontrem forças para enfrentar esse momento.

Estou encaminhando o seu e-mail para o Apoio ao Psicológico da Abrale para conversarmos melhor e vermos como conseguimos te apoiar.

Abraços!

Karine
2 meses atrás

Eu sepultei minha filha de 3 meses e 17 dias de vida no dia 23 de setembro de 2020. Sinceramente, não sei como isso pode um dia passar. Passei 29 dias dentro da UTI com ela, morando no hospital, vendo ela se acabar, sofrer, morrer uma morte lenta… Vi outros bebês morrerem.. Vi ela ter paradas… Não sei mesmo…

Editor
1 mês atrás
Reply to  Karine

Olá, Karine.

Sentimos muito pela sua perda e esperamos que a senhora consiga encontrar forças para enfrentar esse momento. Nós estamos à disposição para te apoiar no que a senhora precisar!

Abraços

Bruno
1 mês atrás

Preciso muito de ajuda nao to conseguindo lidar com essa situação. Eu e minha mãe eramos muito proximos e eu tinha apenas ela e ela a mim. Doi muito e queria morrer pra estar ao lado dela, nao vejo futuro nem perspectiva pra mim. Nao vou suportar. Peço socorro mais ninguem me ouve.

Editor
1 mês atrás
Reply to  Bruno

Olá, Bruno.

Sentimos imensamente pela sua perda, esperamos que o senhor encontre forças para enfrentar essa situação! Nós estamos do seu lado, de braços abertos para te acolher, ouvir e apoiar. Estou encaminhando o seu contato para o Apoio da Abrale e dentro de alguns dias o senhor receberá um e-mail nosso nos colocando à disposição para te ajudar!

Abraços!

Kevyn
1 mês atrás

É normal pensar no luto de determinada pessoa, mesmo ela estando aparentemente bem? Tenho muito medo de perder essa pessoa, e não sei porque ultimamente tenho pensado na perda dela

Editor
1 mês atrás
Reply to  Kevyn

Olá, Kevyin, como vai?

Como a pessoa está bem, a princípio não há motivos para pensar na sua morte. Recomendamos que o senhor busque ajuda para entender o porquê de estar com esse medo.

Abraços!

Ana Cristina de Almeida paixão
1 dia atrás

Perdi meu filho estou de luto não sei o que fazer Me ajude

Editor
13 horas atrás

Olá, Ana, como vai?

Sentimos muito pela sua perda. Estou encaminhando o seu contato para o Apoio da Abrale e dentro de alguns dias a senhora deve receber um e-mail nosso para que a gente possa conversar melhor.

Abraços!

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